<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493</id><updated>2012-01-29T11:33:44.678-02:00</updated><title type='text'>Pé da Notícia</title><subtitle type='html'>O detalhe é o lide</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>22</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493.post-1035099772820885488</id><published>2010-04-26T12:19:00.019-03:00</published><updated>2010-04-26T21:20:03.696-03:00</updated><title type='text'>Rastros</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Aprendi com o Pequeno Príncipe (e olha que nem sou miss) que cada um que passa em nossa vida leva um pouco de nós mesmos e deixa um pouco de si mesmo. Clap, clap, verdade pura.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O que ninguém costuma dizer é que se dar conta dos rastros deixados por quem passou é uma parte muito importante do seguir em frente. Olhar pra trás e saber exatamente o que cada um deixou em você é, no mínimo, um sinal de serenidade e uma prova irrefutável (e como é bom escrever "irrefutável" logo depois de "prova") de que o que passou realmente passou. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Explico. Sabe aquele amor sofrido, doído, que te fez de gato e sapato? Quer coisa melhor do que se dar conta de que daquela história sobrou apenas um tempero na cozinha ou uma trilha musical?&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Não fossem os amores antigos, eu não escutaria Alanis, não teria descoberto as propriedades do alecrim, não conheceria os poderes de uma boa massagem nos pés, não desenvolveria uma enorme simpatia pela cor roxa nem muito menos teria me dado conta da importância de estar sempre preparado. Parecem besteiras sem tamanho, mas tudo isso faz parte de mim. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;De repente, é como se eu fosse tão somente um amontoado de peças de outras pessoas, incluindo maneirismos, gírias próprias e figuras de linguagem. Amores, família, amigos. Chefes, colegas de classe. Astros do cinema, personagens da boa e da má literatura. Um quebra-cabeças de outras pessoas que formam a minha figura, de pecinha em pecinha alheia, criando um indivíduo - não necessariamente especial, mas único.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A questão, no entanto, é bem mais complexa do que parece. Das minhas vivências, por conta própria, apreendi muito mais do que os outros me deixaram. Há aquele tipo de aprendizado, conhecimento empírico, que só você mesmo pode perceber, sentir na pele e guardar pra depois. Não sou, portanto, somente um mero quebra-cabeças de peças furtadas dos outros. Sou eu quem as organiza, quem decide como é melhor ordená-las. Sou eu quem determina se o melhor é usar cola ou deixar uma ou outra pecinha solta para que, com sorte, se perca.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Aquilo que aprendemos com a nossa própria experiência ao nos relacionarmos com o mundo não se confunde com aquilo que, mesmo que não nos pareça importante, acaba ficando grudado em nós, como um tijolo que encontra a mistura ideal de cimento. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;No primeiro grupo, estão as minhas conquistas, meus passos rumo ao crescimento pessoal, ao amadurecimento e todo esse blábláblá existencial que faz esgotar as prateleiras de autoajuda. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;No segundo grupo, muito mais intrigante e que verdadeiramente me interessa, estão esses gostos, dizeres, gestos e sabores que pertenciam aos outros e que teimam em permanecer em nós como souvenirs. É nessa curiosa categoria em que insisto em incluir Alanis Morissette, a cor roxa e o alecrim, por exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O mais gostoso de tudo isso é perceber que, como esponjas, absorvemos e guardamos essas pequenas coisas todos os dias. A proposta então é tornar esse processo consciente, observar como essa apropriação (indébita ou não) acontece. Acho que pode ser bem divertido.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Dizem que os casais, com o tempo, ficam mais e mais parecidos, inclusive fisicamente. Quem sabe aí não esteja a chave para o sucesso do amor? &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Essa é uma angústia antiga: OK, é lindo ficar com uma parte de cada um que passou, mas por que cargas d'água as pessoas simplesmente passam?&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Estou cada vez mais convencido de que isso depende não só de amor ou de encantamento, mas também de uma escolha de verdade. Melhor do que dizer que cada pessoa que passa deixa uma parte de si, é poder se orgulhar de uma decisão afirmativa: essa aqui eu escolhi para não passar! Quero sugar tudo, por inteiro, até que ela faça completamente parte de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O problema é que a gente apanha um bocado até descobrir isso. Infelizmente, o amor não é como Toddynho: não vem com instruções nem com canudinho a tiracolo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8333923799803423493-1035099772820885488?l=pedanoticia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/1035099772820885488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8333923799803423493&amp;postID=1035099772820885488' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/1035099772820885488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/1035099772820885488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/2010/04/rastros.html' title='Rastros'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493.post-5061866208699293008</id><published>2010-04-25T08:03:00.008-03:00</published><updated>2010-04-25T08:49:43.769-03:00</updated><title type='text'>Focas e saxofones</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acabo de ler uma matéria sobre um casal de focas que sabem &lt;a href="http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2010/04/casal-de-focas-estudantes-sabe-beijar-e-tocar-saxofone.html"&gt;beijar e tocar saxofone&lt;/a&gt;. A informação, aparentemente bizarra e inútil, me fez começar o dia com ânimo incomum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nem tudo está perdido", pensei. Pois se até as focas podem, eu também posso. Não que eu pretenda aprender saxofone _na verdade, deixo os instrumentos para as focas, convencido de minha total inaptidão para a música. Beijar, por outro lado, sempre é bom, e quero crer que isso eu já aprendi como se faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que as focas saxofonistas me deixaram com a sensação extremamente positiva de que tudo é possível. Sempre achei que fosse, mas agora, com as focas, tenho certeza. É como se a última gota de dúvida tivesse pingado no balde da certeza, preenchendo-o completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, com essa sensação de que tudo está em seu devido lugar, dei início a uma checagem de todos os departamentos da vida. O perdão de que eu falava no texto anterior, meses antes destas frescas e renovadas palavras, aconteceu. O amor, portanto, vai muito bem, obrigado. É dele que nasce minha vontade de seguir em frente, graças a um sentimento inexplicável e, ao mesmo tempo, mais do que compreensível de que tudo vale a pena (mesmo que a alma seja mínima). A família, por sua vez, tem se esforçado para que não faltem demonstrações de carinho. E o trabalho surge também com algumas esperanças e perspectivas. Parece que tudo se acerta. Harmonia pra foca nenhuma botar defeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se uma foca não precisa ser &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Coltrane"&gt;John Coltrane&lt;/a&gt; para ser considerada saxofonista, penso que não preciso ter tudo absolutamente perfeito para ser feliz. Claro que nem tudo na vida está como eu gostaria. Obviamente que algumas imperfeições ainda demandam atenção e, como bom virginiano que sou, posso assegurar que sempre haverá algo a aprimorar. Sempre. Sendo assim, o importante é não se prender a detalhes (grandes ou pequenos) para considerar-se feliz. Do contrário, a vida passa e a felicidade nunca chega. Nunca mesmo. Quer coisa mais triste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era isso, meus caros, em pleno domingo nublado, gripado, retorno a este blog para anunciar que sou feliz. Notícia que certamente não rende primeira página nem interessa à grande maioria dos leitores, sedenta pelas mais recentes tragédias das páginas policiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, essa tal felicidade pudesse render ao menos uma nota pé, um pequeno registro, uma notinha mínima numa coluna sem importância, assinada por um jornalista sem credibilidade. Se fosse publicada, a informação serviria para que, no finalzinho da reportagem, ficassem todos com a sensação de que o mundo é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que o mundo é horrível, mas ele é bom, entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As focas, saxofonistas ou não, entenderiam. Não é à toa que elas também são experts em beijos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a linkindex="127" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Coltrane" title="John Coltrane"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8333923799803423493-5061866208699293008?l=pedanoticia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/5061866208699293008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8333923799803423493&amp;postID=5061866208699293008' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/5061866208699293008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/5061866208699293008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/2010/04/focas-e-saxofones.html' title='Focas e saxofones'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493.post-2464793002026693144</id><published>2009-11-11T11:19:00.014-02:00</published><updated>2009-11-19T08:24:28.096-02:00</updated><title type='text'>A quem interessar possa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A quem interessar possa: eu fiz o meu amor sofrer. Eu feri e machuquei da forma mais vil. Construí um alicerce tão frágil, tão vulnerável que obviamente não tinha como permanecer de pé. Era só um castelo de cartas marcadas e qualquer ventinho besta seria capaz derrubar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passado o vendaval, consigo enxergar todas as besteiras que fiz. E, se ainda não sei explicar como me compliquei tanto, ao menos estou repleto da certeza de que isso não vai se repetir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A dor de machucar o amor é a maior de todas. Quando alguém, com as armas do amor, machuca um desconhecido sem importância, a solução é um pedido de desculpas e olhe lá. Cada um com os seus problemas, diriam alguns. Se um não quer, dois não brigam (nem namoram). Outra coisa completamente distinta é machucar alguém que você ama.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tomadas todas as dores do mundo, doídas e sentidas, nenhuma delas é tão dolorosa quanto a dor do amor que feriu. Não falo do amor maltratado, do amor ferido. Mas do amor agente da ação, o amor que desfere o golpe, que enfia o facão e rasga o peito do objeto do amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não recomendo a experiência, meus queridos. Não chego a falar de chagas e martírios, mas creio que agonia, tormento, sobressalto e mágoa definem bem o sentimento. Também não quero propor um campeonato de horrores e suplícios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas é fato que, passada a dor aguda do golpe mortal, e não sendo cientificamente possível voltar atrás, resta a navalhada, a úlcera (ou gastrite) aberta de um amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito mais do que doeu o golpe, vai doer a ferida. O trauma, os gritos e os gemidos se repetem nos ouvidos como ecos do desfecho cruel de um amor que se queria tranquilo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobra então o castigo de se arrepender do aconchego perdido. De repente, o melhor lugar do mundo já não existe mais. Simplesmente foi pulverizado da face da Terra. O deleite e o inferno se confundem num só sofrimento, num só ferimento, num só ressentimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Re-sentimento, sim, porque o sentimento vai e volta, em ondas, como os calores da menopausa. O ressentido se ressente do amor perdido que deveras sente. Todos os dias, experimenta novamente o carinho e a ferroada, o sorriso e a convulsão. Voluptuoso é o choro e sedutora é a vontade de se consumir no choro. É como se cada lágrima pudesse recompor uma pequenina porção do gozo que não volta mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sufocar com mentiras um amor de verdade é, talvez, o maior dos crimes contra si mesmo. Cada meia-verdade (ou mentira inteira) afasta mais aquele que ama do seu amor. Portanto, meus caros, antes uma dura verdade que uma doce saída, honrosa ou não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Impressionante o que a gente precisa passar para amadurecer. Longe de mim competir com dores e amores, mas acho que todo mundo já fez uma grande merda nessa vida.  É difícil julgar os outros. A merda que eu fiz, por exemplo, foi federal, generalizada e fedorenta. Causou sofrimento alheio, mas me fez sofrer mais do que tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diante do sofrimento e da verdade descoberta, alguns dirão: "Vá se tratar!". Outros farão parecer a coisa mais normal do mundo. Um terceiro indivíduo fará um discurso cristão (esse pode ser um motorista de táxi, um estranho qualquer) e recomendará que você entregue a alma a Jesus (não o da Madonna, mas o de Nazaré mesmo), ressaltando que todo pecador merece o perdão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí, meu amigo, você se cala e se pergunta se, por mais que Deus e o mundo inteiro te perdoem, você mesmo vai ser capaz de SE perdoar. Aí não tem nada a ver com religião, ou até tem, né, depende da religião de cada um. Mas esse é o perdão mais difícil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra que essa redenção ocorra é preciso transformar a dor - que ora parece cãimbra, ora açoite, ora beliscão - em uma lembrança viva, porém distante. Deve ser como o Holocausto para os alemães, algo que não se pode esquecer para não viver outra vez.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8333923799803423493-2464793002026693144?l=pedanoticia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/2464793002026693144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8333923799803423493&amp;postID=2464793002026693144' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/2464793002026693144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/2464793002026693144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/2009/11/quem-interessar-possa.html' title='A quem interessar possa'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493.post-4496694508255659722</id><published>2009-07-22T00:32:00.024-03:00</published><updated>2009-07-22T13:14:58.611-03:00</updated><title type='text'>Preservar-se</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os ambientalistas de plantão e o colega André Trigueiro que me desculpem, mas muito mais importante do que preservar a natureza, é preservar-se. Cada um cuidar de si é o primeiro passo para que todo mundo trate bem o planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, esse texto não pretende passear pela ecologia, a não ser que a harmonia psíquica possa ser considerada um ecossistema ameaçado. O tema é a autopreservação como valor quase extinto, como bioma em vias de desaparecer por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se tem a ver com a chegada dos 30 (ou dos quase 31 anos), mas confesso que estou a cada dia mais rebelde. E entre as bandeiras da rebeldia balzaquiana está  um sentimento incontrolável que algum desavisado poderia chamar de puro egoísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma certeza de que, primeiro, antes de tudo, preciso cuidar de mim. A minha barba precisa estar feita para que eu possa tratar do resto do mundo. Para isso, também é preciso ter me alimentado bem: nesse aspecto, beterrabas e cenouras ganham a relevância de assunto de segurança nacional.  Em caso de despressurização, a própria companhia aérea ensina a colocar antes a máscara de oxigênio em si mesmo e só então ajudar outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirão os que já tem filhos que isso tudo é porque ainda não sou pai. Tá. Experimente não cuidar de si mesmo para ver quem é que vai cuidar do seu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que a idade fez escorrer pelo ralo todo o meu senso de compaixão e solidariedade? Claro que não. O que veio com o tempo foi a descoberta de que é fundamental conhecer os próprios limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de ser um sujeito limitado, sem calor na alma e sem perspectivas. Os limites individuais estão aí justamente para serem quebrados. Mas alto lá: quebrados por mim mesmo! O pulo do gato é saber quais são os limites para definir exatamente quais deles eu não quero ver ultrapassados pelo vizinho. É só conhecendo os meus limites que posso ser respeitado pelo outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia não tem nada a ver com apologia da intransigência. Ceder é, sim,  muito importante:  é essencial para viver em sociedade, para amar e ser amado, mas é necessário aprender a ceder. Saber onde e quando ceder é mais uma daquelas difíceis lições que a escola não ensina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o fundamental é estar bem consigo mesmo para poder amar o mundo, ser fiel a seus próprios princípios deveria ser a regra número um de qualquer indivíduo. O desafio é colocar isso em prática sem ser teimoso nem turrão. A campanha é esta mesma: autofidelidade já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico me perguntando por que cargas d'água a gente se coloca em tantas enrascadas. Será que a gente precisa mesmo passar por tudo o que passa? Ou será que dá para fazer um filtro e despoluir um pouco? Por que é tão difícil dizer não, mesmo quando estamos diante daquele pedido mais inconveniente? Um sujeito folgado pede um absurdo e quem está do outro lado é  obrigado a atender?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os rancores, as frustrações? Será que não podemos simplesmente reciclar o desgosto? Por que sofremos tanto pelo que já sabemos que vai dar errado? Ou pelo que simplesmente dá errado, mas não depende nem nunca dependeu da gente? Se não havia nada que pudesse ser feito para evitar o desfecho trágico, por que sofrer tanto quando se consuma a tragédia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo está repleto de especialistas em sofrer porque o outro não fez o que cabia. Também há um amontoado de gente cujo maior medo é pronunciar a palavrinha não. Pedir desculpas e dizer "olha, desta vez não vai dar" não pode ser pior do que se afogar em chatices.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo admitir, passei a vida sendo um representante desse grupo. Mas estou aprendendo a me blindar. Tudo começa com pequenas coisas. São exercícios diários. Tá doente? Fique em casa. Fez errado? Volte e refaça. Não está afim? Avalie e, se aguentar o tranco, não faça _mas aprenda a também se comprometer quando preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desacelerar. Respirar. Repensar. Simplesmente não pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de fazer apenas o que dá na telha, sem concessões. Mas é chegada a hora de ser um pouco mais Alberto Caeiro. Um pouco mais zen. Um pouco mais nem. Um pouco mais além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem nada de revolucionário nisso... ou tem? O tempo das pessoas é agora. Os homens passam, as corporações ficam. Elas vão ficar de qualquer jeito. É por isso que o grande desafio está em fazer essa porção efêmera ser o mais maravilhosa possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que ninguém se preocupa em agir para evitar sofrimentos desnecessários. Pois bem, a estratégia agora é sofrer apenas com o que for inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela lógica, isso deve nos deixar com muito mais tempo livre para aproveitar o que realmente importa na vida: o amor, a família, os amigos. À primeira vista, pode parecer uma enorme incoerência, mas só com uma certa dose de individualismo é possível ter uma vida cercada de calor humano. Tá aí, esse era o superaquecimento global que eu queria ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A erosão dos sentimentos é um processo bem mais rápido do que parece. Os amores, desprotegidos e desmatados, podem se desintegrar na rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça sua parte. Não sacrifique sua alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preserve a sua natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8333923799803423493-4496694508255659722?l=pedanoticia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/4496694508255659722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8333923799803423493&amp;postID=4496694508255659722' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/4496694508255659722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/4496694508255659722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/2009/07/preservar-se.html' title='Preservar-se'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493.post-1066770753398257212</id><published>2009-06-04T13:19:00.003-03:00</published><updated>2009-06-04T13:31:48.826-03:00</updated><title type='text'>Porre de pão de queijo</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;div style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 3px; padding-right: 3px; padding-bottom: 3px; padding-left: 3px; width: auto; font: normal normal normal 100%/normal Georgia, serif; text-align: left; "&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Alguém disse que a confiança não cresce como as unhas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Às vezes por uma simples besteira, às vezes por algo sério. Não importa muito o motivo. Uma vez abalada a confiança doce, pura e original, parece que vai ficar para sempre aquela pulga atrás da orelha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Aí não importam muito as palavras. Não há como convencer alguém a confiar de novo. Ou há?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Não sei, tenho dificuldades com isso. Sempre fico sem saber o que fazer, esteja de um lado ou de outro do balcão. O que é garantido é o lamento. A lágrima, o choro que vem e volta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;É possível reconquistar a confiança no dia a dia? Gostaria de saber a receita para voltar a confiar e para ser merecedor de confiança, de novo. Pra ir buscar sabedoria no direito, me parece aquele tipo de prova impossível de ser produzida: como mostrar que vale a pena confiar?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;"Perdi a confiança", dizem os olhos marejados. "Me prova, por favor, que eu posso confiar outra vez."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Quem pede a prova não é o desejo ardente por confiar de novo, mas a certeza de quem agora sabe (ou acha que sabe) que nunca deveria ter confiado antes. O pedido de prova é obra da desconfiança e só demonstra que a confiança já se foi totalmente. Confiança é, por si só, um valor que não necessita de prova. Existe por si mesma. Quem quer prova já prova que não confia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Tá. Mas e se tudo isso não passar de mera retórica? Se sou eu o ofendido, já imagino que o outro não abre os arquivos, não mostra as provas, porque certamente tem muito mais a esconder. Será que então era tudo mentira? Não dá pra saber, e isso machuca. A gente também não sabia antes, a diferença é que agora dói. Muito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Aí, enquanto não nos convencermos, com provas documentais, de que isso não era aquilo e aquilo não era aquilo outro, nada sai do lugar. O fato é que isso muitas vezes não acontece nunca. Pois vai ter sempre um arquivo ainda não aberto, ou algum outro que já foi apagado. E a gente joga fora um amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Sofrer por uma coisa séria, ok, alguém pisou na bola mesmo. Mas sofrer por uma coisa sem importância (o que pelo menos um dos lados sabe que não tem importância) pode ser ainda pior.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;O fato é que não existe amor sem confiança. Ele morre, pouco depois dela, se nada for feito para salvá-lo do naufrágio. Também é verdade que ninguém tem culpa por deixar de confiar ao receber determinada informação até então desconhecida. A confiança não pergunta ao dono se é hora de fugir. Ela simplesmente sai, à francesa, sem dizer tchau.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Não sei qual o melhor bote salva-vidas. Não sei quanto pesa o amor e se ficariam demasiadamente justas as boias que usei na natação quando criança. Uma corda? Um balão?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;De repente, parece que o amor vai sobreviver. Logo em seguida, parece que não. Orgulhosíssimo de sua independência, o amor recusa a respiração boca a boca, o toque, o carinho. Não ouve, nada do que pode ser dito interessa de fato. Nada vai ser escutado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Dois pontos de vista diferentes, e nem confronto acontece. Estão todos tão orgulhosamente irredutíveis! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;- Me mostra, senão vou embora. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;- Me escuta e confia, ou então não faz sentido.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Assunto sem fim, que talvez o tempo possa acalmar e trazer conforto. Ok, conforto. Mas e a prima nobre do conforto? Aquela tal de... confiança? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;- Se você disser que desconfia, amor, saiba que isso em mim provoca imensa dor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;- É que os desconfiados também têm um coração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Nervoso, recorro ao Google. Fonte de sabedoria infinita (sic), guru, médico e psicólogo da pós-modernidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Achei por bem visitar a wikipedia. Me agradou a ideia de um &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Confian%C3%A7a"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;conceito coletivo de confiança&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Lá, encontrei que confiança é "o ato de deixar de analisar se um fato é ou não verdadeiro, entregando essa análise à fonte de onde provém a informação".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;A navegação continua, vira uma busca por desconfiança. E me parece que o assunto nunca esteve tão na moda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5i_HmKwDfth83v49-t0jY2dj3uFow"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Obama prega fim de uma era de desconfiança com o mundo muçulmano&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;", diz a AFP.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;a href="http://esportes.terra.com.br/futebol/libertadores/2009/interna/0,,OI3789429-EI12949,00-Sob+desconfianca+Obina+vive+dia+descontraido+no+Palmeiras.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Sob desconfiança, Obina vive primeiro dia descontraído no Palmeiras&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;", afirma o Terra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Entre Obamas e Obinas, como mineiro que não bebe pinga, o que me resta é tomar um porre de pão de queijo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8333923799803423493-1066770753398257212?l=pedanoticia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/1066770753398257212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8333923799803423493&amp;postID=1066770753398257212' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/1066770753398257212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/1066770753398257212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/2009/06/porre-de-pao-de-queijo.html' title='Porre de pão de queijo'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493.post-304209903255224081</id><published>2009-03-25T13:21:00.011-03:00</published><updated>2009-03-27T10:31:14.474-03:00</updated><title type='text'>Tinha uma amora no meio do caminho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quantos segredos moram naquilo que não é dito? Quantos detalhes se escondem no que não é percebido?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na esquina da minha casa, mora, lânguida e faceira, sem nunca haver se escondido de mim nem de ninguém, uma amoreira. Só fui percebê-la há poucos dias, ao encontrar a esquina repleta de amoras espalhadas pelo chão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já tinha notado que a esquina vivia cheia de inúmeros pontinhos pretos. Por fim notei que não eram assim tão pretos, estavam mais puxados para o violeta. E, bom, também que não eram bem pontinhos, pareciam mais amoras mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, foi uma gostosa surpresa descobrir que era isso mesmo. Eram amoras!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Roubei uma da árvore. Comi. Estava meio doce, meio azeda - bah, gosto de amora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E segui para o trabalho pensando como é que algo está tão perto e demoramos a perceber. A coisa está ali e não damos nada por ela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anteontem &lt;a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/03/23/bala-de-fuzil-atinge-sala-de-um-apartamento-no-jardim-botanico-754964053.asp"&gt;uma bala veio se perder a duas quadras da minha casa&lt;/a&gt;. A duas quadras da amoreira. Essa loucura do Rio, guerra de traficantes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Longe de mim querer comparar balas de fuzil com amoras, mas devo dizer que andam me interessando bem mais as amoras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As balas, impossível não tomar conhecimento delas. Fazem estrondo. A imprensa toda grita e indica. Me preocupo com elas, claro. Quem não se preocupa?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que falta é quem se preocupe com as amoras! Não que elas se importem, não mesmo. Mas porque desse jeito ficamos somente com a porção ruim do mundo, com as atenções totalmente voltadas para a rotina, para o mesmo cotidiano de todo dia e, de vez em quando, para alguma tragédia que quebra a mesmice, como uma bala perdida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não quero amoras nas primeiras páginas dos jornais nem ouso sugerir que a imprensa busque apenas boas notícias. O IG até tentou fazer &lt;a href="http://webmanario.wordpress.com/2009/03/24/o-dia-em-o-ig-criou-a-data-da-noticia-boa-era-para-ser-em-11-de-setembro-de-2001/"&gt;um dia só de "notícias positivas" no portal&lt;/a&gt;, mas era justamente 11 de Setembro de 2001 e foi tudo para o beleléu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O melhor das amoras é que elas não querem mídia. Elas são simples e nessa simplicidade se esconde sua doçura. Elas só desejam ser notadas - e degustadas - por aqueles que já estão por perto e seguem confundindo amoras roxas com pontinhos pretos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quantos gestos de amor deixamos de notar todos os dias? Quanto do mundo e dos outros eu mesmo deixo de perceber? E quanto de mim mesmo deixa de ser percebido?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A única certeza é que, além de balas, não faltam amoras perdidas. Amoras e amores.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8333923799803423493-304209903255224081?l=pedanoticia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/304209903255224081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8333923799803423493&amp;postID=304209903255224081' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/304209903255224081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/304209903255224081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/2009/03/tinha-uma-amora-no-meio-do-caminho.html' title='Tinha uma amora no meio do caminho'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493.post-5558742284365439943</id><published>2009-03-10T13:25:00.020-03:00</published><updated>2009-03-14T16:24:45.068-03:00</updated><title type='text'>Ensaio sobre o estrabismo</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;As aparências encantam. Mesmo que não sejam lá as "boas aparências" exigidas pelas lentes hollywoodianas ou pelos anúncios de emprego. O que importa é agradar o freguês.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Dizer que quem ama o feio bonito lhe parece é das coisas mais preconceituosas do mundo. Primeiro porque pressupõe que exista uma beleza correta e perfeita. Não há; tudo não passa de ponto de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pode ser supersexy pra mim pode ser a coisa mais mais corta-clima pra você. E, depois, porque o mais bonito é amar alguém por inteiro. O ideal não é amar alguém apesar de seus defeitos, o paraíso de fato é amar alguém justamente por causa de seus defeitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;E eu me arrisco a dizer, virginiano que sou, que esse é o ponto máximo do amor. Porque o virginiano, mais do que todos, está sempre tentando melhorar o mundo. OK, você pode dizer: "Que cara chato, mala, não deixa passar nada, sempre vê o lado negativo das coisas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu garanto que não é nada disso. Eu, por exemplo, sou um otimista: se falo que falta algo, é porque acredito no mundo e o amo tanto que acho que vale a pena gastar saliva para melhorá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;- "Ah, eu te amo! Você tem os defeitos que eu sempre sonhei!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine. Essa, sim, é a perfeição absoluta. A certeza, serena, de que aqueles defeitos você pode suportar. Trata-se de uma garantia de amor incondicional e duradouro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Pois bem, outro dia um amigo me revelou uma predileção pelo estrabismo. Um fetichezinho besta. "Não pode ser uma coisa exagerada", explicou ele. Mas um certo grau de estrabismo lhe atrai. É fofo. Um dentinho torto também serve, complementou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OK, aceitemos, pode também ser um dentinho torto. Se possível, encavalado. Mas só um. Não serve a arcada inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amigo é exigente. E o controle de qualidade passa, veja só, até pela feiura. Doses homeopáticas de feiura sob medida - e ele chama isso de "charme".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas que mal há nisso? O que importa é olhar pra alguém e sentir essa certeza - estranha e doce - de que tudo está exatamente no seu devido lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando se não é por isso que eu amo tanto o Rio. E justamente porque amo, vejo (e aponto) tão virginianamente os defeitos da cidade. Me perguntaram outro dia: "Você gosta mesmo do Rio?! Você só fala mal da cidade!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, Deus, como explicar que, se não amasse, não falaria. Não reclamaria. Não perderia o meu tempo tentando entender, tentando sugerir melhorias. O mesmo problema eu tenho no amor. No amor a dois, quero dizer. Eu sempre enxergo os cílios fora do lugar, as roupas amassadas, as unhas malfeitas. E amo apesar disso, amo também por isso. Talvez exatamente por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ou outro pode dizer que o estrábico sou eu. Sou eu quem tem a visão turva, que enxergo torto, vendo problema em todo lado. Mas "ojo", como dizem os argentinos, não são problemas! &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Se para quem ouve pode parecer uma simples crítica, para mim não passa de uma pedrinha a mais pelo caminho, um tijolo a mais na construção. Sinal de que cuido, me importo, amo. Sinal de que me interesso e de que presto atenção em todos os detalhes, em tudo o que diz respeito ao ser ou ao objeto amado.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Tá. Eu reconheço que pode parecer uma maneira bastante curiosa de amar. Mas esse é um tipo de amor intenso e real, não uma criação de pura fantasia. Um amor pé no chão. Seja um chão de estrelas, de pedrinhas de brilhante, de barro, de areia fina, de mijo pelas ruas, não importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amor verdadeiro é um pé de moleque, não o doce, mas o do menino que não tem medo de pisar onde quer que seja preciso. Quer coisa mais linda do que avistar uma poça d'água no caminho, encará-la, e depois pisar bem no meio dela, de propósito, por puro prazer?&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Dar um passo por impulso pode ser bonito. Mas saltar mesmo depois de analisar todos os riscos, e defeitos, e problemas, e possibilidades... ah, isso sim merece admiração!&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Meu plano é este: olho sempre por onde piso e sigo em frente quando vale a pena.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Se acho que vale a pena, vou pensando em como melhorar o caminho, botar umas flores por aqui, dar uma capinada por ali. Hahaha. Mas são detalhes, pequenos charmes, pois o caminho já foi escolhido. O passo é firme. E não imagino um pé melhor para terminar uma notícia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8333923799803423493-5558742284365439943?l=pedanoticia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/5558742284365439943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8333923799803423493&amp;postID=5558742284365439943' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/5558742284365439943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/5558742284365439943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/2009/03/ensaio-sobre-o-estrabismo.html' title='Ensaio sobre o estrabismo'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493.post-9069331497312194379</id><published>2008-11-05T11:51:00.040-02:00</published><updated>2008-11-05T15:01:02.682-02:00</updated><title type='text'>O que Lula ensina sobre Obama</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O clima de otimismo gerado pela eleição de um negro para a Casa Branca lembra um episódio da nossa recente história tupiniquim: a chegada de um torneiro mecânico ao Planalto. De novo, a esperança venceu o medo, como nunca antes na história deste planeta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há como negar o simbolismo e a importância histórica do feito de Barack Hussein Obama. Mas, ao redor do mundo, o tom dos jornais de hoje, entre eles o New York Times, parece tão ingênuo como o que sucedeu a vitória de Lula aqui no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só que agora a coisa vem em proporções mundiais. A &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=UreJZMY_2IY"&gt;avó africana de Obama&lt;/a&gt; pulando enrolada na bandeira americana e contando que sacrificou algumas vacas para comemorar. Corta para &lt;a href="http://www.oprah.com/dated/oprahshow/oprahshow_20081105_election"&gt;Oprah Winfrey&lt;/a&gt; emocionadíssima em Chicago e pessoas se abraçando na Europa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Wall Street Journal disse que a vitória foi "épica". Nunca elegemos um negro, mas, como disse um amigo, não deixa de ser a "America" copiando o Brasil. Outro amigo jornalista brinca: é a supremacia do jazz, na Casa Branca e na Fórmula 1.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tá, eu também achei bonito a &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u463983.shtml"&gt;outra avó do Obama ter votado pelo correio antes de morrer&lt;/a&gt; de câncer na véspera da eleição. Eu também me emocionei quando anunciaram a vitória e meus olhos se encheram d'água com a repetição em credo do "Yes, we can", que parece uma resposta, ainda que tardia,  ao "I have a dream".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É empolgante ver um negro chegar lá e, meu Deus, como é bom acreditar em algo! Acreditar que é possível, que tudo vai melhorar, que o mundo pode ser mais justo. É quase uma necessidade básica acreditar nesses ideais e nos esforçamos pra isso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O grande herói do dia é povo americano. O mundo duvidava que os americanos pudessem tanto. Tio Sam se superou e mandou às favas o maldito &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL846256-15525,00-EFEITO+BRADLEY+PODE+TORNAR+RESULTADO+DAS+URNAS+INCERTO+NA+TERCAFEIRA.html"&gt;efeito Bradley&lt;/a&gt;. OK, mais uma página na história. Mas nada justifica achar que o mundo mudou completamente hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual será a primeira decepção com Obama? Logo de cara, já herda duas guerras e a crise econômica internacional. Se um atentado em breve não o transformar em santo, resta somente esperar para ver onde o democrata vai falhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, porém, Barack Obama está coberto - e protegido - pelo manto do Salvador da Pátria. No caso dele, quase um cobertor de Salvador do Mundo. Será que vale a pena ver de novo essa novela?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6fA5Z04_N_A&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6fA5Z04_N_A&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que Barack não tem nada de ingênuo; pois é, Luiz Inácio também não. Mas não se trata de dizer que Obama e Lula são parecidos _semelhante mesmo é o tipo de fé que depositamos neles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também não se trata de torcer contra nem de minimizar a conquista. Mas é que já aprendemos isso, não? A decepção com Lula deve ter nos ensinado algo! E os americanos estão prestes a ter essa mesma e duríssima lição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muitos motivos para comemorar, sim, mas o ideal seria o mundo inteiro festejar mantendo os olhos bem abertos desde o início, sem deixar o sonho embaçar a vista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É incrível como ainda não aprendemos a ver além da cor da pele. Envoltos no mais sutil dos preconceitos, nos enquecemos de que, antes de qualquer coisa, Obama é um homem. E os homens, todos eles, torneiros mecânicos ou não, erram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="border-collapse: collapse;   font-family:arial;font-size:13px;"&gt;&lt;div&gt;&lt;table cellspacing="0" cellpadding="0" border="1"  style="text-align: center;border-right-width: medium; border-right-style: none; border-right-color: initial; border-top-width: medium; border-top-style: none; border-top-color: initial; border-left-width: medium; border-left-style: none; border-left-color: initial; border-bottom-width: medium; border-bottom-style: none; color:initial;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="471"   style="border-right-color: windowtext; border-right-width: 1pt; border-right-style: solid; border-top-color: windowtext; border-top-width: 1pt; border-top-style: solid; border-left-color: windowtext; border-left-width: 1pt; border-left-style: solid; width: 353.55pt; border-bottom-color: windowtext; border-bottom-width: 1pt; border-bottom-style: solid; background- margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px;  padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-family:arial, sans-serif;color:transparent;"&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="  font-style: normal;  font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Discurso de Barack Obama em Chicago, logo após o anúncio do resultado da eleição&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;em&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;If there is anyone out there who still doubts that America is a place where all things are possible; who still wonders if the dream of our founders is alive in our time; who still questions the power of our democracy, tonight is your answer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;It’s the answer told by lines that stretched around schools and churches in numbers this nation has never seen; by people who waited three hours and four hours, many for the very first time in their lives, because they believed that this time must be different; that their voice could be that difference.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;It’s the answer spoken by young and old, rich and poor, Democrat and Republican, black, white, Latino, Asian, Native American, gay, straight, disabled and not disabled – Americans who sent a message to the world that we have never been a collection of Red States and Blue States: we are, and always will be, the United States of America.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;It’s the answer that led those who have been told for so long by so many to be cynical, and fearful, and doubtful of what we can achieve to put their hands on the arc of history and bend it once more toward the hope of a better day.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;It’s been a long time coming, but tonight, because of what we did on this day, in this election, at this defining moment, &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;change has come to America&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;I just received a very gracious call from Senator McCain. He fought long and hard in this campaign, and he’s fought even longer and harder for the country he loves. He has endured sacrifices for America that most of us cannot begin to imagine, and we are better off for the service rendered by this brave and selfless leader. I congratulate him and Governor Palin for all they have achieved, and I look forward to working with them to renew this nation’s promise in the months ahead.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;I want to thank my partner in this journey, a man who campaigned from his heart and spoke for the men and women he grew up with on the streets of Scranton and rode with on that train home to Delaware, the Vice President-elect of the United States, Joe Biden.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;I would not be standing here tonight without the unyielding support of my best friend for the last sixteen years, the rock of our family and the love of my life, our nation’s next First Lady, Michelle Obama. Sasha and Malia, I love you both so much, and you have earned the new puppy that’s coming with us to the White House. And while she’s no longer with us, I know my grandmother is watching, along with the family that made me who I am. I miss them tonight, and know that my debt to them is beyond measure.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;To my campaign manager David Plouffe, my chief strategist David Axelrod, and the best campaign team ever assembled in the history of politics – you made this happen, and I am forever grateful for what you’ve sacrificed to get it done.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;But above all, I will never forget who this victory truly belongs to – it belongs to you.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;I was never the likeliest candidate for this office. We didn’t start with much money or many endorsements. Our campaign was not hatched in the halls of Washington – it began in the backyards of Des Moines and the living rooms of Concord and the front porches of Charleston.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;It was built by working men and women who dug into what little savings they had to give five dollars and ten dollars and twenty dollars to this cause. It grew strength from the young people who rejected the myth of their generation’s apathy; who left their homes and their families for jobs that offered little pay and less sleep; from the not-so-young people who braved the bitter cold and scorching heat to knock on the doors of perfect strangers; from the millions of Americans who volunteered, and organized, and proved that more than two centuries later, a government of the people, by the people and for the people has not perished from this Earth. This is your victory.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;I know you didn’t do this just to win an election and I know you didn’t do it for me. You did it because you understand the enormity of the task that lies ahead. For even as we celebrate tonight, we know the challenges that tomorrow will bring are the greatest of our lifetime – two wars, a planet in peril, the worst financial crisis in a century. Even as we stand here tonight, we know there are brave Americans waking up in the deserts of Iraq and the mountains of Afghanistan to risk their lives for us. There are mothers and fathers who will lie awake after their children fall asleep and wonder how they’ll make the mortgage, or pay their doctor’s bills, or save enough for college. There is new energy to harness and new jobs to be created; new schools to build and threats to meet and alliances to repair.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;The road ahead will be long. Our climb will be steep. We may not get there in one year or even one term, but America – I have never been more hopeful than I am tonight that we will get there. I promise you – we as a people will get there.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;There will be setbacks and false starts. There are many who won’t agree with every decision or policy I make as President, and we know that government can’t solve every problem. But I will always be honest with you about the challenges we face. I will listen to you, especially when we disagree. And above all, I will ask you join in the work of remaking this nation the only way it’s been done in America for two-hundred and twenty-one years – block by block, brick by brick, calloused hand by calloused hand.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;What began twenty-one months ago in the depths of winter must not end on this autumn night. This victory alone is not the change we seek – it is only the chance for us to make that change. And that cannot happen if we go back to the way things were. It cannot happen without you.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;So let us summon a new spirit of patriotism; of service and responsibility where each of us resolves to pitch in and work harder and look after not only ourselves, but each other. Let us remember that if this financial crisis taught us anything, it’s that we cannot have a thriving Wall Street while Main Street suffers – in this country, we rise or fall as one nation; as one people.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Let us resist the temptation to fall back on the same partisanship and pettiness and immaturity that has poisoned our politics for so long. Let us remember that it was a man from this state who first carried the banner of the Republican Party to the White House – a party founded on the values of self-reliance, individual liberty, and national unity. Those are values we all share, and while the Democratic Party has won a great victory tonight, we do so with a measure of humility and determination to heal the divides that have held back our progress. As Lincoln said to a nation far more divided than ours, “We are not enemies, but friends…though passion may have strained it must not break our bonds of affection.” And to those Americans whose support I have yet to earn – I may not have won your vote, but I hear your voices, I need your help, and I will be your President too.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;And to all those watching tonight from beyond our shores, from parliaments and palaces to those who are huddled around radios in the forgotten corners of our world – our stories are singular, but our destiny is shared, and a new dawn of American leadership is at hand. To those who would tear this world down – we will defeat you. To those who seek peace and security – we support you. And to all those who have wondered if America’s beacon still burns as bright – tonight we proved once more that the true strength of our nation comes not from our the might of our arms or the scale of our wealth, but from the enduring power of our ideals: democracy, liberty, opportunity, and unyielding hope.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;For that is the true genius of America – that America can change. Our union can be perfected. And what we have already achieved gives us hope for what we can and must achieve tomorrow.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;This election had many firsts and many stories that will be told for generations. But one that’s on my mind tonight is about a woman who cast her ballot in Atlanta. She’s a lot like the millions of others who stood in line to make their voice heard in this election except for one thing – Ann Nixon Cooper is 106 years old.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;She was born just a generation past slavery; a time when there were no cars on the road or planes in the sky; when someone like her couldn’t vote for two reasons – because she was a woman and because of the color of her skin.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;And tonight, I think about all that she’s seen throughout her century in America – the heartache and the hope; the struggle and the progress; the times we were told that we can’t, and the people who pressed on with that American creed: Yes we can.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;At a time when women’s voices were silenced and their hopes dismissed, she lived to see them stand up and speak out and reach for the ballot. Yes we can.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;When there was despair in the dust bowl and depression across the land, she saw a nation conquer fear itself with a New Deal, new jobs and a new sense of common purpose. Yes we can.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;When the bombs fell on our harbor and tyranny threatened the world, she was there to witness a generation rise to greatness and a democracy was saved. Yes we can.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;She was there for the buses in Montgomery, the hoses in Birmingham, a bridge in Selma, and a preacher from Atlanta who told a people that “We Shall Overcome.” Yes we can.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;A man touched down on the moon, a wall came down in Berlin, a world was connected by our own science and imagination. And this year, in this election, she touched her finger to a screen, and cast her vote, because after 106 years in America, through the best of times and the darkest of hours, she knows how America can change. Yes we can.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;America&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;, we have come so far. We have seen so much. But there is so much more to do. So tonight, let us ask ourselves – if our children should live to see the next century; if my daughters should be so lucky to live as long as Ann Nixon Cooper, what change will they see? What progress will we have made?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;This is our chance to answer that call. This is our moment. This is our time – to put our people back to work and open doors of opportunity for our kids; to restore prosperity and promote the cause of peace; to reclaim the American Dream and reaffirm that fundamental truth – that out of many, we are one; that while we breathe, we hope, and where we are met with cynicism, and doubt, and those who tell us that we can’t, we will respond with that timeless creed that sums up the spirit of a people:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Yes We Can. Thank you, God bless you, and may God Bless the United States of America.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span style="   ;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Chicago, November 5&lt;/span&gt;&lt;sup&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;th.&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 6pt; margin-right: 0cm; margin-bottom: 6.75pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span style="   ;font-family:Arial;font-size:10pt;color:black;"&gt; &lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Arial;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="471"   style="border-right-color: windowtext; border-right-width: 1pt; border-right-style: solid; border-top-color: windowtext; border-top-width: 1pt; border-top-style: solid; border-left-color: rgb(236, 233, 216); border-left-width: initial; border-left-style: initial; width: 353.55pt; border-bottom-color: windowtext; border-bottom-width: 1pt; border-bottom-style: solid; background- margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px;  padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-family:arial, sans-serif;color:transparent;"&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt; Discurso de&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;Lula em São Paulo, logo após o anúncio do resultado das eleições em 2002&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Ontem, o Brasil votou para mudar. &lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;A esperança venceu o me&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;do e o eleitorado decidiu por um novo caminho para o país. Foi um belo espetáculo democrático que demos ao mundo. Um dos maiores povos do planeta resolveu, de modo pacífico e tranqüilo, traçar um rumo diferente para si.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;As eleições que acabamos de realizar foram, acima de tudo, uma vitória da sociedade brasileira e de suas instituições democráticas, uma vez que elas trouxeram a alternância no poder, sem a qual a democracia perde a sua essência. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Tivemos um processo eleitoral de excelente qualidade, no qual os cidadãos e as cidadãs exigiram e obtiveram um debate limpo, franco e qualificado sobre os desafios imediatos e históricos do nosso país. Contribuíram para isso a atitude da justiça eleitoral e do presidente da República, que cumpriram de maneira equilibrada o seu papel constitucional. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A grande virtude da democracia é que ela permite ao povo mudar de horizonte quando ele acha necessário. A nossa vitória significa a escolha de um projeto alternativo e o início de um novo ciclo histórico para o Brasil. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A nossa chegada à Presidência da República é fruto de um vasto esforço coletivo, realizado, ao longo de décadas, por inúmeros democratas e lutadores sociais. Muitos dos quais, infelizmente, não puderam ver a sociedade brasileira, e em especial as camadas oprimidas, colherem os frutos de seu árduo trabalho, de sua dedicação e sacrifício militante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Estejam onde estiverem, os companheiros e as companheiras que a morte colheu antes desta hora, saibam que somos herdeiros e portadores do seu legado de dignidade humana, de integridade pessoal, de amor pelo Brasil, e de paixão pela justiça. Saibam que a obra de vocês segue conosco, como se vivos estivessem, e é fonte de inspiração para nós que seguimos travando o bom combate. O combate em favor dos excluídos e dos discriminados. O combate em favor dos desamparados, dos humilhados e dos ofendidos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Quero homenagear aqui os militantes anônimos. Aqueles que deram seu trabalho e dedicação, ao longo de todos esses anos, para que chegássemos aonde chegamos. Nas mais longínquas regiões do país, eles jamais esmoreceram. Aprenderam, como eu, com as derrotas. Tornaram-se mais competentes e eficazes na defesa de um país soberano e justo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Celebro hoje aqueles que, nos momentos difíceis do passado, quando a nossa causa de um país justo e solidário parecia inviável, não caíram na tentação da indiferença, não cederam ao egoísmo e ao individualismo exacerbado. Todos aqueles que conservaram intacta a sua capacidade de indignar-se perante o sofrimento alheio. Souberam resistir, mantendo acesa a chama da solidariedade social. Todos aqueles que não desertaram do nosso sonho, que às vezes sozinhos nas praças deste imenso Brasil ergueram bem alto a bandeira estrelada da esperança.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Mas esta vitória é, sobretudo, de milhares, quem sabe milhões, de pessoas sem filiação partidária que se engajaram nessa causa. É uma conquista das classes populares, das classes médias, de parcelas importantes do empresariado, dos movimentos sociais e das entidades sindicais que compreenderam a necessidade de combater a pobreza e defender o interesse nacional.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Para alcançar o resultado de ontem, foi fundamental que o PT, um partido de esquerda, tenha sabido construir uma ampla aliança com outras forças partidárias. O PL, o PCdoB, o PMN e o PCB deram uma contribuição inestimável desde o primeiro turno. A eles, vieram somar-se, no segundo turno, o PSB, o PPS, o PDT, o PV, o PTB, o PHS, o PSDC e o PGT. Além disso, ao longo da campanha, contamos com o apoio de setores importantes de outros partidos identificados com o nosso programa de mudanças para o Brasil. Em especial, quero destacar o apoio dos ex-presidentes José Sarney e Itamar Franco e, no segundo turno, o precioso apoio que recebi de Anthony Garotinho e Ciro Gomes. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Não há dúvida de que a maioria da sociedade votou pela adoção de outro ideal de país, em que todos tenham os seus direitos básicos assegurados. A maioria da sociedade brasileira votou pela adoção de outro modelo econômico e social, capaz de assegurar a retomada do crescimento, do desenvolvimento econômico com geração de emprego e distribuição de renda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O povo brasileiro sabe, entretanto, que aquilo que se desfez ou se deixou de fazer na última década não pode ser resolvido num passe de mágica. Assim como carências históricas da população trabalhadora não podem ser superadas da noite para o dia. Não há solução milagrosa para tamanha dívida social, agravada no último período. Mas é possível e necessário começar, desde o primeiro dia de governo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Vamos enfrentar a atual vulnerabilidade externa da economia brasileira fator crucial na turbulência financeira dos últimos meses de forma segura. Como dissemos na campanha, nosso governo vai honrar os contratos estabelecidos pelo governo, não vai descuidar do controle da inflação e manterá como sempre ocorreu nos governos do PT uma postura de responsabilidade fiscal. Essa é a razão para dizer com clareza a todos os brasileiros: a dura travessia que o Brasil estará enfrentando exigirá austeridade no uso do dinheiro público e combate implacável à corrupção. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Mas mesmo com as restrições orçamentárias, impostas pela difícil situação financeira que vamos herdar, estamos convencidos que, desde o primeiro dia da nova gestão, é possível agir com criatividade e determinação na área social. Vamos aplacar a fome, gerar empregos, atacar o crime, combater a corrupção e criar melhores condições de estudo para a população de baixa renda desde o momento inicial de meu governo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Meu primeiro ano de mandato terá o selo do combate à fome. Um apelo à solidariedade para com os brasileiros que não têm o que comer. Para tanto, anuncio a criação de uma Secretaria de Emergência Social, com verbas e poderes para iniciar, já em janeiro, o combate ao flagelo da fome. Estou seguro de que esse é, hoje, o clamor mais forte do conjunto da sociedade. Se ao final do meu mandato, cada brasileiro puder se alimentar três vezes ao dia, terei realizado a missão de minha vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Como disse ao lançar meu Programa de Governo, gerar empregos será minha obsessão. Para tanto, vamos mobilizar imediatamente os recursos públicos disponíveis nos bancos oficiais e nas parcerias com a iniciativa privada para a ativação do setor da construção civil e das obras de saneamento. Além de gerar empregos, tal medida ajudará à retomada gradual do crescimento sustentado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O país tem acompanhado com preocupação a crise financeira internacional e suas implicações na situação brasileira. Em especial, a instabilidade na taxa de câmbio e a pressão inflacionária dela decorrente. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Porém, com toda a adversidade internacional, estamos com superávit comercial de mais de 10 bilhões de dólares neste ano. Resultado que pode ser ampliado já em 2003 com uma política ofensiva de exportações, incorporando mais valor agregado aos nossos produtos, aprofundando a competitividade da nossa economia, bem como promovendo uma criteriosa política de substituição competitiva de importações. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O Brasil fará a sua parte para superar a crise, mas é essencial que além do apoio de organismos multilaterais, como o FMI, o BID e o BIRD, se restabeleçam as linhas de financiamento para as empresas e para o comércio internacional. Igualmente relevante é avançar nas negociações comerciais internacionais, nas quais os países ricos efetivamente retirem as barreiras protecionistas e os subsídios que penalizam as nossas exportações, principalmente na agricultura.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Nos últimos três anos, com o fim da âncora cambial, aumentamos em mais de 20 milhões de toneladas a nossa safra agrícola. Temos imenso potencial nesse setor para desencadear um amplo programa de combate à fome e exportarmos alimentos que continuam encontrando no protecionismo injusto das grandes potências econômicas um obstáculo que não pouparemos esforços para remover.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O trabalho é o caminho de nosso desenvolvimento, da superação dessa herança histórica de desigualdade e exclusão social. Queremos constituir um amplo mercado de consumo de massas que dê segurança aos investimentos das empresas, atraia investimentos produtivos internacionais e represente um novo modelo de desenvolvimento e compatibilize distribuição de renda e crescimento econômico. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A construção dessa nova perspectiva de crescimento sustentado e de geração de emprego exigirá a ampliação e o barateamento do crédito, o fomento ao mercado de capitais e um cuidadoso investimento em ciência e tecnologia. Exigirá também uma inversão de prioridades no financiamento e no gasto público, valorizando a agricultura familiar, o cooperativismo, as micro e pequenas empresas e as diversas formas de economia solidária. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O Congresso Nacional tem uma imensa responsabilidade na construção dessas mudanças que irão promover a inclusão social e o crescimento sustentado. Por isso, estarei pessoalmente empenhado em encaminhar para o Congresso as grandes reformas que a sociedade reclama: a reforma da previdência social, a reforma tributária, a reforma da legislação trabalhista e da estrutura sindical, a reforma agrária e a reforma política. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O mundo está atento a esta demonstração espetacular de democracia e participação popular ocorrida na eleição de ontem. É uma boa hora para reafirmar um compromisso de defesa corajosa de nossa soberania regional. E o faremos buscando construir uma cultura de paz entre as nações, aprofundando a integração econômica e comercial entre os países, resgatando e ampliando o Mercosul como instrumento de integração nacional e implementando uma negociação soberana frente à proposta da ALCA. Vamos fomentar os acordos comerciais bilaterais e lutar para que uma nova ordem econômica internacional diminua as injustiças, a distância crescente entre países ricos e pobres, bem como a instabilidade financeira internacional que tantos prejuízos tem imposto aos países em desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Nosso governo será um guardião da Amazônia e da sua biodiversidade. Nosso programa de desenvolvimento, em especial para essa região, será marcada pela responsabilidade ambiental. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Queremos impulsionar todas as formas de integração da América Latina que fortaleçam a nossa identidade histórica, social e cultural. Particularmente relevante é buscar parcerias que permitam um combate implacável ao narcotráfico que alicia uma parte da juventude e alimenta o crime organizado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Nosso governo respeitará e procurará fortalecer os organismos internacionais, em particular a ONU e os acordos internacionais relevantes, como o protocolo de Kyoto, e o Tribunal Penal Internacional, bem como os acordos de não proliferação de armas nucleares e químicas. Estimularemos a idéia de uma globalização solidária e humanista, na qual os povos dos países pobres possam reverter essa estrutura internacional injusta e excludente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Não vou decepcionar o povo brasileiro. A manifestação que brotou ontem do fundo da alma dos meus compatriotas será a minha a inspiração e a minha bússola. Serei, a partir de 1º de janeiro, o presidente de todos os brasileiros e brasileiras, porque sei que é isso que esperam os eleitores que me confiaram o seu voto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Vivemos um momento decisivo e único para as mudanças que todos desejamos. Elas virão sem surpresas e sobressaltos. Meu governo terá a marca do entendimento e da negociação. Da firmeza e da paciência. Temos plena consciência que a grandeza dessa tarefa supera os limites de um partido. Esse foi o sentido do esforço que fizemos desde a campanha para reunir sindicalistas, ONGs e empresários de todos os segmentos numa ação comum pelo país.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Continuaremos a ter atuação decidida no sentido de unir as diversas forças políticas e sociais para construir uma nação que beneficie o conjunto do povo. Vamos promover um Pacto Nacional pelo Brasil, formalizar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, e escolher os melhores quadros do Brasil para fazer parte de um governo amplo, que permita iniciar o resgate das dívidas sociais seculares. Isso não se fará sem a ativa participação de todas as forças vivas do Brasil, trabalhadores e empresários, homens e mulheres de bem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Meu coração bate forte. Sei que estou sintonizado com a esperança de milhões e milhões de outros corações. Estou otimista. Sinto que um novo Brasil está nascendo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Verdana;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;São Paulo, 28 de outubro de 2002"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p style="text-align: center;margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; "&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; Com agradecimento especial ao Rafael&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8333923799803423493-9069331497312194379?l=pedanoticia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/9069331497312194379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8333923799803423493&amp;postID=9069331497312194379' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/9069331497312194379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/9069331497312194379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/2008/11/o-que-lula-ensina-sobre-obama.html' title='O que Lula ensina sobre Obama'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493.post-6357111408488434027</id><published>2008-10-21T12:52:00.010-02:00</published><updated>2008-10-23T13:20:02.776-02:00</updated><title type='text'>A voz do morro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Eu sou o samba..." Calma, calma, não é verso de Zé Keti - é discurso de político. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto os candidatos à prefeitura de São Paulo discutem o passado (administrativo e sexual) um do outro, aqui no Rio algo bem mais importante é saber quem está com o samba.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Propaganda de Fernando Gabeira, cujo jingle aparece nas versões rap ou pagode, mostra a marrom Alcione. "O mundo do samba está com Gabeira!", diz a cantora. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A campanha do outro candidato, Eduardo Paes, discorda. Mostra Nelson Sargento, Dudu Nobre, Dicró, Delcio Carvalho, Noca da Portela e Tia Doca. E o jingle do peemedebista é cantado por Preto Jóia, puxador de samba.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Músico por músico, a propaganda de Gabeira tem Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto, Paula Toller, Fernanda Abreu, Moraes Moreira, Luiz Melodia, João Bosco, Paulinho Moska, Frejat, Edson Cordeiro... tem até MC Marcinho. E também duas divas da delicadeza do samba: Teresa Cristina e Mart'nália. De novo, lembro: Hollywood é aqui. É tanta nota e tanto timbre que, no fim, a surpresa maior não vai ser quem vai ganhar o segundo turno; o que todo mundo quer saber é qual candidato vai lançar o melhor CD.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O apoio do "samba" se tornou muito mais importante depois da escorregada de Gabeira, que disse em uma conversa ao telefone que foi ouvida por jornalistas que uma vereadora tucana campeã de votos no Rio tinha uma "visão suburbana" sobre um determinado tema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O candidato pediu desculpas públicas à vereadora, mas reclamou sobretudo de invasão de privacidade. Ficou chovendo no molhado. O nome disso, meu caro, é interesse público. O importante é saber o que o candidato é de verdade e não conhecer somente o personagem que ele quer interpretar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paes, de seu lado, igualmente filhote da zona sul, aproveitou o deslize para se mostrar como representante da periferia. Raciocínio simples: se o outro falou mal de você, vote em mim, mesmo que eu não faça nada de bom pra você. "Suburbano com orgulho vota Paes." A idéia é colar de vez em Gabeira o rótulo de preconceituoso e pouco conhecedor das áreas menos favorecidas da Cidade Maravilhosa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gabeira reage com a voz mole que lembra Ronaldo Ésper. Fala de campanha limpa, sem ataques, sem "dividir o Rio". Seu jingle agora cita com destaque bairros da zona norte e da zona oeste carioca. Andaraí! Grajaú! Bangu!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A campanha do PV também mostra Fernanda Abreu criticando a rixa histórica existente entre o morro e o asfalto e pintando um Gabeira conciliador e contra o preconceito.&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(68, 68, 68);   line-height: 16px; font-family:Verdana;font-size:12px;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ocorre que a busca pelos sambistas na reta final da campanha não passa de puro preconceito. O samba, que fala no coração do povo, vira a língua dos candidatos e do marqueteiros da zona sul, área nobre da cidade, para conversar com o subúrbio. É como se alguém tirasse da manga a última carta para ser compreendido pela boiada. "É, vamos ter de apelar para o samba!"  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O samba, voz legítima do morro, transvestido de voz para falar com o morro, fica forçado, perde o charme. É a mesma falsidade do candidato que toma um cafezinho a cada esquina e a mesma falta de limite que leva o político a perder a noção de tudo, chegando ao extremo de cumprimentar até manequim de loja, como fez a paulistana Marta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre achei ridículo usar símbolos nacionais e regionais para angariar a simpatia do eleitor. FHC, por exemplo, comeu buchada de bode e montou um jegue em 94, quem não se lembra? Geraldo Alckmin, em 2006, repetiu o gesto: comeu buchada e montou um jegue na Paraíba. Depois, se disse "chicleteiro". Estava onde? Na Bahia, claro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deus do céu, tudo tão forçado! Alguém imagina Alckmin pulando atrás do trio elétrico?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fico pensando como fica a cabeça de quem mora na zona norte do Rio, é chamado de "paraíba" e tem, sim, sua escola de samba como a coisa mais importante do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando vejo Gabeira e Paes tentando se aproximar do "povo" com o intermédio dos sambistas, o que me vem à mente é a constrangedora imagem do Príncipe Charles, da Inglaterra, tentando sambar em sua visita ao Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pobre &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedra_do_Sal"&gt;Pedra do Sal&lt;/a&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diga-me com quem sambas e te direi quem és.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  white-space: pre; font-family:Arial;font-size:10px;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/f17dIQpcLww&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/f17dIQpcLww&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8333923799803423493-6357111408488434027?l=pedanoticia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/6357111408488434027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8333923799803423493&amp;postID=6357111408488434027' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/6357111408488434027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/6357111408488434027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/2008/10/voz-do-morro.html' title='A voz do morro'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493.post-4921290399111192265</id><published>2008-10-07T12:18:00.027-03:00</published><updated>2008-10-21T22:21:10.650-02:00</updated><title type='text'>Hollywood é aqui</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Rio, todo mundo sonha ser artista. Ou, pior ainda, todo mundo se diz artista. Todo mundo representa, desfila, canta, dança, pinta, toca alguma coisa... ou até mesmo escreve. Faz parte, digamos, da alma da cidade. É preciso ter algum talento, senão você não é ninguém.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse departamento, todo mundo se empenha. Ô, povo esforçado! Mas o objetivo é nobre: a idéia é se esforçar agora para ganhar fama e depois nunca mais precisar fazer nada na vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que todo esse movimento se concentra em buscar a estradinha de tijolos dourados _mas, de preferência, a estradinha que corta caminho, aquela que leva ao atalho para o caminho mais fácil. Pouco do tempo dedicado à "carreira" é efetivamente gasto com os estudos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para tirar a prova, basta uma conversa de cinco minutos! Entre tantos que se dizem atores, poucos se preparam como deveriam. Poucos saberiam responder a perguntas simples relacionadas à sua tão amada arte, como o que diabos foi o teatro elisabetano, por exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/58jjKX3EGjo&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/58jjKX3EGjo&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom, uma coisa é verdade: ninguém é obrigado a ter talento e, aliás, triste realidade, a maioria não tem mesmo. Mas... e então? Como sobreviver nessa selva hollywoodiana sem isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois bem, você pode até não ter nenhum talento, mas aí se torna obrigatório ser o melhor amigo de alguma celebridade. Sim, pode ser até uma celebridade instantânea. Uma celebridade B, que seja. Tá, ex-BBB também serve (é três vezes B, não é?). Dessa maneira, seguindo bem a receita, todas as portas estarão abertas pra você. Sempre haverá sorrisos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se engane, meu caro, Hollywood é aqui! Sim, no Rio. Há um famoso em cada esquina. Por isso deslumbrar-se é muito fácil. Bem mais fácil que trabalhar oito horas por dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na cidade-sede da Corte, o que vale é ser nobre. Isso, no mundo moderno, significa aparecer na TV e nas revistas de fofoca, seja porque você é imortal da Academia Brasileira de Letras, modelo/ator, empresário que namora modelos/atrizes, seja porque você é jogador de futebol ou travesti que fez escândalo com jogador de futebol. Mas, se não rolar tanta nobreza, o jeito é mesmo se tornar "amigo do rei". Explico: fazer de alguém da listinha anterior o seu amigo número um, inseparável, companheiro até de biriba.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa relação é importantíssima: pode custar a sua vida! Ser amigo do rei, em cada contexto, será fundamental na hora de ir à uma festa, tomar um chope, conseguir um protocolo, concluir um projeto no trabalho, receber atendimento médico decente ou obter informações de uma assessoria de imprensa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, o mais importante é fazer tudo que estiver ao alcance para se aproximar de um VIP.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/x2X927vlGaQ&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/x2X927vlGaQ&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tomemos as boates como exemplo. Todas elas têm listas VIP abarrotadas. Quase todo mundo é VIP e entra de graça. Se não é VIP, está na chamada "lista amiga" e recebe desconto. Nessa todo mundo pode estar, basta enviar um e-mail. É um jeito de, ao menos, sentir-se amigo do rei. Do lado de fora, que piada, a fila VIP muitas vezes é maior que a da clientela que paga pra entrar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nos teatros? Divida a platéia entre pagantes e não-pagantes, e a surpresa será geral. Boa parte será de convidados: amigos dos atores, do diretor, do autor, do produtor, do iluminador, do faxineiro da coxia... Como é que o espetáculo se paga ninguém sabe, mas pelo menos fica garantida a claque. Palmas, palmas, mesmo que o ator seja ruim! O show não pode parar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por essas e por outras a economia do Rio não vai pra frente. São muitos amigos a atender, numa cidade em que todas as engrenagens são movidas dessa maneira, na camaradagem. Reclame de um mau atendimento e vai receber em troca uma porta na cara. Mas experimente levar a incompetência alheia numa boa, não se estressar e criar uma maneira inteligente de o outro achar que pode se dar muito mal se não fizer exatamente o que você deseja... e milagrosamente serão abertas as portas da esperança!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não que eu torça contra o Rio, longe de mim! E quem já leu outros textos deste blog sabe bem como eu amo essa cidade. Além disso não vamos generalizar, essa é apenas a minha percepção. Também vale dizer que não estou dizendo que a cidade está cheia de preguiçosos. Claro que não! A cidade só está cheia de gente muito mais esperta do que você e eu!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato incontestável é que são regras muito particulares as que regem os comportamentos na Cidade Maravilhosa. Regras muitas vezes difíceis de engolir para um mineiro ex-paulistano. São valores distorcidos que existem por todo o país, mas que, no Rio, parecem mais perceptíveis, mais desinibidos e escancarados, são mais sonoros e têm cores mais vibrantes! O melhor e o pior do Brasil, direto da lata.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em meio à crise financeira internacional, um amigo me pergunta: o que vai acabar primeiro, o Rio de Janeiro ou o capitalismo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou certo de que o Rio, lindo que só ele, acaba primeiro. Infelizmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hollywood. Holliday. Holly Estácio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/iYzbzL80UD0&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/iYzbzL80UD0&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8333923799803423493-4921290399111192265?l=pedanoticia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/4921290399111192265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8333923799803423493&amp;postID=4921290399111192265' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/4921290399111192265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/4921290399111192265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/2008/10/hollywood-aqui.html' title='Hollywood é aqui'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493.post-3349916720487585946</id><published>2008-08-10T15:12:00.010-03:00</published><updated>2008-08-10T17:00:57.922-03:00</updated><title type='text'>Iraci é a maior piranha do bairro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ltDwICt96Zg/SJ8wqKlx5AI/AAAAAAAAAMs/G8VJ_Ch8f0c/s1600-h/julho2008+039.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232954792983258114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ltDwICt96Zg/SJ8wqKlx5AI/AAAAAAAAAMs/G8VJ_Ch8f0c/s400/julho2008+039.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Tirei dinheiro do caixa eletrônico e assim me chegou a informação, escrita em uma nota de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9dula_de_dez_reais"&gt;R$ 10&lt;/a&gt; (com arara e tudo): "Iraci é a maior piranha do Bairro S. Sebastião."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A nota saiu do caixa exatamente assim (foto), mensagem viradinha pra mim. Oferecidíssima.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Claro que dei risada no primeiro momento. Olhei ao redor pra ver se alguém compartilhava do meu sorriso, mas não, a fila do caixa queria andar. E a fila andou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Iraci, pobre Iraci. Que mal deve ter feito para merecer tamanha afronta?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Não deve ser uma piranha qualquer", me disse um conhecido. Não deve ser mesmo, fiquei pensando, pois pra estar em uma nota de dez reais é preciso mesmo muita animação. É preciso disposição para passar pelas mãos de todo mundo! Agüentar o movimento de uma nota de cem é fácil, quero ver é manter o rebolado mudando de mão de cinco em cinco minutos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tentei passá-la adiante logo nos primeiros dias, mas a idéia de fotografar a nota e escrever uma besteira qualquer sobre ela me fez ter certos cuidados. Ela ficava num cantinho específico do bolso, para que eu não cometesse o lamentável engano de trocá-la por uma guloseima sem importância.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Duas ou três vezes me peguei no pulo, prestes a entregá-la de mão beijada, mas felizmente me dei conta e pude evitar o pior. Uma vez saí de casa de madrugada para sacar dinheiro só para não ter de me separar dela. Iraci havia se apegado a mim. Ou eu a ela.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Coisa de adolescente se apaixonar por piranha. Não que eu já tenha provado; a verdade é que sexo pago é contra os meus princípios, não os da ética, mas os do tesão mesmo. Boa parte da delícia da transa está justamente em a outra pessoa QUERER estar com você! É por isso que acho que pagar por sexo é a coisa mais sem graça do mundo _ainda mais num mundo em que sexo gostoso e voluntário não é propriamente difícil de encontrar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enfim, mas a Iraci, claro, não deve ser uma puta profissional. Bom, pode até ser, na acepção paulistana, em que uma médica, dentista ou advogada pode ser uma puta profissional. É que simplesmente não faria sentido jogar na lama (ou no &lt;a href="http://www.casadamoeda.gov.br/portal/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=2&amp;amp;Itemid=9"&gt;dinheiro&lt;/a&gt;, que é bem mais sujo que a lama) o nome de alguém que fosse prostituta de verdade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A história me cheira a injúria das mais baixas, injúria mesmo, só pra ofender, sem exceção da verdade, seja ela mulher fácil ou não. Mas não façamos juízo de valor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fico pensando se foi coisa de homem. O cara foi lá, comeu a gostosa da Iraci, bebeu umas biritas e mandou essa. Ou de marido corno, traído pela mesma Iraci que julgava pacata, a quem jurou fidelidade eterna e, bom, teve aquela vez depois do expediente, mas isso não vem ao caso e não justifica a vadia sair por aí dando pra todo mundo. Ainda mais pintada de carmim!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se bem que pode ter sido coisa de mulher. De vizinha invejosa. Da mulher que se revolta contra a amante fogosa do marido: "Ela vai ver só, eu boto aqui o nome dessa sem-vergonha, e todo mundo vai saber". Só que, além de ser feio danificar nosso querido &lt;a href="http://www.bcb.gov.br/pre/campanhas/campanha_dinheiro.pdf"&gt;Real&lt;/a&gt;, se a idéia é prejudicar alguém, deve ser mais útil amarrar o nome da figura na boca do sapo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É que, depois de circular e circular, o bairro São Sebastião ficou pequeno pra ela. No Jardim Botânico, Rio de Janeiro, onde ela veio toda saidinha pro meu lado, ninguém saberia medir sua fama. Ela era apenas mais uma. E, sendo assim, a ofensa perde o sentido.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na nota, Iraci ganhou a liberdade que talvez não tivesse na vidinha besta de todo dia. Ganhou o mundo, viajou pelas mãos de homens (e mulheres, por que não?) de diferentes classes e estilos. A própria mensagem dá conta dessa limitação. Ela é sim, a maior das piranhas, mas do bairro, daquele contexto fechado. Na nota, não, ela passou a poder ser a piranha de todo mundo!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vale dizer que o bairro São Sebastião pode nem ser no Rio! A Iraci pode ter viajado, toda faceira, de Porto Alegre para cá. Ou quem sabe de Cuiabá. De Maceió, talvez. Anápolis (GO), Criciúma (SC), Poços de Caldas (MG) também possuem bairros com esse nome. Isso pra ficarmos só nas primeiras páginas da busca do Google.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não chego ao nível de loucura de sugerir que Iraci deva estar agradecida por estar tão livre e viajada. Até porque quem pretendia ofender a honra da moça julgou que ela só valia isso, dez reais, o que, hoje em dia, é o mesmo que nada. O que é que se compra com dez reais? Bom, no máximo uma Iraci e olhe lá.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso me leva a um questionamento pouco oportuno: por onde andam as notas de dez reais de plástico? Está cada vez mais raro dar de cara com uma. Vai ver é mais fácil a Iraci ir parar aí na sua mão que você receber outra vez aquela estranha &lt;a href="http://www.bcb.gov.br/?CEDCOM500"&gt;nota de plástico&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pois outro dia peguei um táxi com um sujeito falastrão, que veio me contando todo o tempo sobre suas aventuras sexuais. Mas o que trouxe verossimilhança aos "causos" foi justamente o taxista admitir que, no ponto (de táxi) a que pertencia, ele tinha a vida sexual mais monótona. Meio do trajeto, e toca o celular do motorista. Ele atende e solta uma gargalhada. Do outro lado da linha, assim me relatou o taxista em seguida, estava um colega de praça que tinha terminado uma corrida mais precisamente na cama da cliente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para explicar o episódio, o taxista soltou um discurso, digamos, praticamente feminista:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- É uma dessas peruas da Barra da Tijuca, cheia da nota. E casada! O marido só pensa em trabalhar, trabalhar. Enche os burros de dinheiro, mas não comparece. E a mulher tá certa. Tem que dar mesmo. Trepar é bom. Por que é que ela vai se privar? Gente, mulher também tem direito de gozar. E a mulherada tá fazendo o quê? Tá dando!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Achei que ele merecia a Iraci. Paguei com ela o táxi.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E Iraci, cada vez mais rodada, seguiu seu destino.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8333923799803423493-3349916720487585946?l=pedanoticia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/3349916720487585946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8333923799803423493&amp;postID=3349916720487585946' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/3349916720487585946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/3349916720487585946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/2008/08/iraci-maior-piranha-do-bairro.html' title='Iraci é a maior piranha do bairro'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ltDwICt96Zg/SJ8wqKlx5AI/AAAAAAAAAMs/G8VJ_Ch8f0c/s72-c/julho2008+039.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493.post-5421188985976592965</id><published>2008-05-13T21:45:00.007-03:00</published><updated>2008-05-17T02:15:19.035-03:00</updated><title type='text'>Duas caras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não quero falar da novela das oito da TV Globo em que a mocinha pode terminar aos beijos com o vilão, por mais intrigante que isso possa parecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não quero falar de falsidade. Dizer que o mundo está cheio de gente falsa é puro clichê, isso todo mundo sabe. A parte digna de nota é justamente o oposto: a parcela verdadeiríssima de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior das verdades é que ninguém é uma coisa só o tempo todo. Graças a Deus somos personagens redondos, complexos, com duas, três, duzentas facetas diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso faz cair por terra o conceito mais básico de falsidade, deixa o seriado de nossas vidas mil vezes mais interessante e tem o maravilhoso efeito colateral de impedir que você desenvolva ódio mortal por qualquer outro ser vivo. É sempre possível pensar que a pessoa está sendo fiel ao que ela sente e pensa _naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria muito descaramento da minha parte exigir de qualquer um que fosse um nível de certeza e discernimento que eu próprio nunca demonstrei na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como querer um dia queijo branco e no outro queijo amarelo. É como achar que encontrou o amor da sua vida e descobrir que não, que era só mais um engano. Dá pra ter raiva de alguém que sinceramente tentou e que descobriu que não estava lá a sua felicidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se recusar a crer que boa parte do que chamamos de cereja não passa de &lt;a href="http://www.muitomaisreceitas.com.br/receitas/1982/doces/falsa_cereja.html"&gt;mamão&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo tem pelo menos dois lados, duas caras, duas faces da mesma monedita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Una monedita, por favor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apelo melódico e melancólico é do mendigo boliviano (ou argentino, ou paraguaio, ou...), mas a verdade é que o desejo nunca é realmente de apenas uma única moeda. Bem, se o mendigo for espanhol, pode até ser, no máximo, de uma moeda única.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga, no Ceará, tirou do bolso uma moeda e a entregou a um velhinho que se aproximou dela e de uma colega. O velhinho _sujo e quase maltrapilho_ não era mendigo, era o avô da colega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Índia, uma menina nasceu com duas caras. Duas faces. Quatro olhos (que piscam juntos), dois narizes, duas bocas. E o mais interessante é que, ao invés de ser tratada como aberração, de sofrer preconceito, de ser rejeitada pelas pessoas, a bebezinha é venerada como deusa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas acreditam que tocá-la traz boa sorte e que a menina é uma bênção, um milagre, a reencarnação de um espírito de luz. Parece nem passar pela cabeça de ninguém que a menina seja deficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais curioso nem é isso. O melhor de tudo é que a mãe esconde o próprio rosto e exibe o da filha! Veja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/glZ1tArDIxY&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/glZ1tArDIxY&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero fazer um post cabeça com moral da história ao estilo "respeite as diferenças". Também não quero adotar o discurso de que tudo tem um lado bom. Longe de mim abraçar uma causa Polyanna! Nada disso. Mas essa notícia me fez pensar que tudo na vida permite pelo menos um olhar a mais. Uma perspectivazinha diferente que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto veio logo na cabeça, mas não escrevi antes porque estava ocupado em sofrer um pouco. Lamentar meus erros. Lamentar ser tão intenso às vezes. Faz parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, concluí, de novo, outra vez e uma vez mais, que não há como não ser intenso em todos os sentidos. Não há por que não ser! Na pior das hipóteses, creio eu, isso facilita as coisas e agiliza processos e desencontros que já estavam fadados a ocorrer e que, no máximo, poderiam levar alguns dias a mais para tomarem corpo. Sigo duvidando de que faria alguma diferença no final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é óbvio que deve existir uma maneira completamente diferente (talvez oposta pelo vértice) de enxergar tudo isso. Um jeito antagônico de ver essa mesmíssima coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na escola, oitava série, uma colega de classe ganhou da professora sem nenhuma didática o "Troféu Tijolo" (que era concedido aos asnos de plantão) por ter dito a seguinte "asneira" ao responder a uma pergunta durante uma apresentação à turma: "É exatamente a mesma coisa, só que tem uma diferença."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era asneira coisíssima nenhuma. Ela era uma visionária. E ainda levou o troféu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8333923799803423493-5421188985976592965?l=pedanoticia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/5421188985976592965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8333923799803423493&amp;postID=5421188985976592965' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/5421188985976592965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/5421188985976592965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/2008/05/duas-caras.html' title='Duas caras'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493.post-3407280474090725083</id><published>2008-04-26T14:47:00.012-03:00</published><updated>2008-04-28T02:50:45.325-03:00</updated><title type='text'>Apenas uma vez (muitas vezes)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para quem pensa que estou obcecado pela trilha de "Once", o filme, devo dizer que, sim, é a mais pura verdade. O primeiro passo para a cura é a aceitação _mesmo que eu não queira propriamente me curar de coisíssima nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero provar, porém, que não estou sozinho. Assim como no caso da dengue, o principal alvo dessa epidemia parece ser as crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um, draminha básico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jdG3HnGlhBs&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/jdG3HnGlhBs&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois, charme e estilo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/weA3ftKgkxM&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/weA3ftKgkxM&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três, viva o falsete:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oYhofQzlI2A&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/oYhofQzlI2A&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro, sem medo de ser feliz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IdGEdSvRFGo&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/IdGEdSvRFGo&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco, dupla personalidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/az0DmKTu25Y&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/az0DmKTu25Y&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu nunca neguei que sou somente uma criança grande.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8333923799803423493-3407280474090725083?l=pedanoticia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/3407280474090725083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8333923799803423493&amp;postID=3407280474090725083' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/3407280474090725083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/3407280474090725083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/2008/04/apenas-uma-vez-muitas-vezes.html' title='Apenas uma vez (muitas vezes)'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493.post-5508707323030089003</id><published>2008-04-25T11:38:00.017-03:00</published><updated>2008-08-23T22:57:44.103-03:00</updated><title type='text'>As perguntas para as suas respostas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Trilha sonora sugerida para este post:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Vg0zRzoH9MY&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Vg0zRzoH9MY&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que eu posso enfrentar esse seu outro amor? (1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso lutar contra ele? Será que posso amar outra vez? (2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que minhas pernas tremem quando penso em você? Por que sonho com seu sexo de novo? Por que me enlouquece saber que há marcas de outro no seu corpo? (3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que ainda me surpreendo comigo mesmo? Por que tenho tanto a dizer? Por que insisto em dizer tanta coisa, se já está tudo estampado na minha cara? Por que eu teria cara de ponto de exclamação, se eu sou um pote, um poço, um oceano inteiro de dúvidas? (4)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que eu sou tão idiota? Por que não sinto vergonha de mim mesmo? Por que tenho a leve impressão de que faço sempre as piores escolhas? Por que eu ando tão musical? Por que eu fui assistir àquele filme? (5)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que estou escrevendo tudo isso? Por que estou escutando essa trilha pela enésima vez? Por que eu não contei o número exato de vezes em que ouvi essa canção? Por que a distância é tão doída e, ao mesmo tempo, tão confortavelmente segura? Por que você me tira o fôlego? Por que eu não me interesso por mais ninguém? (6)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que eu choro tão fácil? Por que eu não perco a capacidade de rir de mim mesmo? Por que eu acho graça de tudo e não vejo graça em mais ninguém? Por que o seu corpo pode ser o infinito e, ao mesmo tempo, ser tão palpável, tão delicioso de apertar? Será que eu vou ter vergonha de ter escrito isso no meu blog? Será que você vai ler essas palavras e me achar um louco, alucinado e criança? Será que o mundo é mesmo tão racional, tão estatisticamente perfeito? (7)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço minhas as palavras de Antônio Cícero, musicadas por Marina Lima, mas que eu prefiro nesta versão &lt;a href="http://www.adrianacalcanhotto.com/mare/index.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. É a canção "Três", do novo álbum da Adriana Calcanhotto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Um&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Foi grande o meu amor&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Não sei o que me deu&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Quem inventou fui eu&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Fiz de você o Sol&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Da noite primordial&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;E o mundo fora nós&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Se resumia a tédio e pó&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Quando em você tudo se complicou&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Dois&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Se você quer amar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Não basta um só amor&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Não sei como explicar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Um só sempre é demais&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Pra seres como nós&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Sujeitos a jogar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;As fichas todas de uma vez&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Sem temer, naufragar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Não há lugar pra lamúrias&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Essas não caem bem&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Não há lugar pra calunias&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Mas por que não&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Nos reinventar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Três&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu quero tudo que há&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O mundo e seu amor&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Não quero ter que optar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Quero poder partir&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Quero poder ficar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Poder fantasiar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Sem nexo e em qualquer lugar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Com seu sexo junto ao mar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sai da minha cabeça o seu olhar silencioso, assustado, bichinho acuado no canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que lindo o seu choro. Intenso, não tão fácil como o meu. Como sou manteiga derretida mesmo, é como se minhas lágrimas fossem artigos de camelô. Baratinhas, fáceis e, talvez, ligeiramente falsas. As suas não _elas parecem surgir apenas nos momentos cruciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um choro indefensável o seu, é verdade, mas impossível de conter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você quer vir dormir comigo? (1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que sou tão 0800? Por que sou tão 8 ou 80? (2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que buscar respostas lógicas em algo que nada tem a ver com a lógica? Por que diabos me agarro tanto a esse maldito edredon, se faz tanto calor no Rio? Por que sinto tanto calor aqui dentro de mim? (3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que eu sinto essa certeza de que você me completa? Por que eu sinto tanta saudade do seu beijo? Será que um dia estaremos prontos de verdade? Será que já não estamos? (4)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que sinto que estou sempre prestes a cometer uma loucura? Por que cargas d'água sou sempre racional o bastante para não colocar a loucura em prática? Por que estou tão certo de que a maior das loucuras é seguir vivendo cada dia, um depois do outro, como se não soubesse que estamos perdendo tempo? Por que acho saudável que você prove mais coisas do mundo? Por que, ao mesmo tempo, quero você só pra mim? (5)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não acreditar que o futuro vai nos fazer rir de tudo isso? De onde tirei essa idéia estúpida de que, no fim, vamos ficar juntos? Será que posso ensinar a você que há outros caminhos para chegar ao mesmo resultado? Você só enxerga o 2+5, mas quem sabe não se surpreende com o 3+4? Será que o melhor não é fazer justamente o 8-1? Será que essa conta precisa obrigatoriamente fechar na ilusória perfeição do 7? (6)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aberto a possibilidades e a operações inusitadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o que sei é que você é o meu número. Um número natural (N), inteiro (Z), racional (Q), real (R) e complexo (C).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor, estou convencido, é mesmo um número complexo. Não por ser difícil _não acredito que seja. Mas por ser formado sempre por uma parte real e uma parte imaginária.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193559106149903602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ltDwICt96Zg/SBM6fYoPbPI/AAAAAAAAAL0/MNfE2uI3jPE/s400/Argandgaussplane.gif" border="0" /&gt;O que eu sinto não poderia ser mais real. E o que eu imagino é que não há como não valer a pena.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Talvez a situação atual tenha mais cara de número hipercomplexo. Um complexo hiperbólico, um número bicomplexo... Partes vetoriais, partes escalares... Ou uma infinidade de sedeniões cônicos _modulares, alternativos e flexíveis. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A única certeza matemática é que não há número capaz de representar a força que me move, me empurra, me arrasta feito enxurrada, me leva e me eleva até você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kqijZDqdsNs&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/kqijZDqdsNs&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8333923799803423493-5508707323030089003?l=pedanoticia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/5508707323030089003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8333923799803423493&amp;postID=5508707323030089003' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/5508707323030089003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/5508707323030089003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/2008/04/as-perguntas-para-as-suas-respostas.html' title='As perguntas para as suas respostas'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ltDwICt96Zg/SBM6fYoPbPI/AAAAAAAAAL0/MNfE2uI3jPE/s72-c/Argandgaussplane.gif' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493.post-5480210850110578733</id><published>2008-03-29T22:45:00.020-03:00</published><updated>2008-04-26T13:45:13.371-03:00</updated><title type='text'>Um tapinha não dói</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A BBB Nathália disse em alto e bom som para o Brasil inteiro escutar: "Carinho a gente recebe de pai e mãe, homem tem que dar é porrada na cama". Causou alguma espécie, mas a terra não tremeu nem o mundo acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um juiz federal de Porto Alegre decidiu nesta semana que um tapinha _ao menos quando cantado_ pode doer muito... no bolso. O magistrado condenou a gravadora carioca Furacão 2000 (que é uma espécie de Meca do Funk, talvez a maior responsável pela divulgação do gênero no país) a pagar R$ 500 mil de indenização ao Fundo Federal em Defesa dos Direitos da Mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O magistrado entendeu que a música "Um Tapinha Não Dói", lançada no início da década, gerou um dano difuso às mulheres por incitar a violência contra o sexo feminino.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://youtube.com/watch?v=Cv0vgDSp2xQ"&gt;&lt;div align="center"&gt;Um tapinha não dói&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Um tapinha não dói&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Só um tapinha&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Dói, um tapinha não dói&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Um tapinha não dói&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Um tapinha não dói... &lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viagem no tempo e me lembro de que Caetano Veloso foi vaiado no Canecão em 2001 ao cantar um funk da moda. Era justamente o "Tapinha", o megahit do MC Naldinho, da MC Bela e da professora primária que virou funkeira, a MC Beth, que também nos brindou com a &lt;a href="http://youtube.com/watch?v=jLYeW09Z1-s"&gt;Dança da Motinha&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão do juiz foi dada em uma ação civil pública iniciada em janeiro de 2003 pelo Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul. A Furacão 2000 anunciou que iria recorrer da decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detalhe: a decisão ajudou a trazer a música de novo à lembrança de todo mundo. O "Tapinha", que andava esquecido, foi literalmente reposicionado na mídia. Seria o caso de avaliar o dano causado às mulheres pela decisão da Justiça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo juiz não viu problema nenhum na canção "Tapa na Cara", do grupo Pagodart, hit de axé que deixou divas baianas como Daniela Mercury e Margareth Menezes indignadas. As cantoras se recusaram a cantar a música no Carnaval de Salvador. Na mesma ação, o Ministério Público tratou das duas músicas, mas o juiz só viu problemas em uma delas. Resumo da ópera: "Tapa na Cara" pode; "Tapinha", não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que a iluminada BBB Nathália tem razão. Ou, enfim, pelo menos é esperta e segue a jurisprudência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MC Naldinho, autor e intérprete da canção "Tapinha", segundo a Folha Online, explicou que a idéia da música surgiu num dia em que deu um "tapinha corretivo" em sua filha Karolyne, hoje com 10 anos, mas com 3 na época. A menina teria retrucado: "Pai, um tapinha não dói." E o funkeiro insiste: a idéia passava longe de ofender as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade ou não, tudo isso me deixa com a leve impressão de que há coisas muito mais importantes para a gente se preocupar no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185786286373535458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ltDwICt96Zg/R_edJuhi_uI/AAAAAAAAAKk/gjynQfsifj8/s400/Funk.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que não dá pra perder é essa ótima desculpa para falar de funk e de como esse ritmo mais do que interessante conquistou até os paulistanos moderninhos. Perdi a conta de a quantas festas fui em São Paulo em que os DJs tocavam funk em meio a sucessos indie. Hahaha. E tem gente que ainda duvida que o funk virou cult.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia estive no Bailinho, uma festa aqui no Rio em que o ator Rodrigo Penna e seus convidados (gente como Davi Moraes e Lúcio Mauro Filho) fazem um som divertido, misturando hits eletrônicos e samba, passando pelo rock e pelo pop. A experimentação rola ali com certa liberdade e pude ouvir pérolas como "&lt;a href="http://youtube.com/watch?v=1EaLFLoxcdU"&gt;Chorando se foi&lt;/a&gt;", megahit do Kaoma, tocada em ritmo de funk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também me lembrei &lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://theselfonfackers.blogspot.com/" target="_blank"&gt;desses malucos aqui&lt;/a&gt;, que passam a vida gravando versões acústicas de funks cariocas. Surreal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tive ainda o privilégio de, ao escrever este texto, visitar pela primeira vez na vida um site que jamais havia pensado em procurar. Divido com vocês esse &lt;a href="http://www.bondedotigrao.com.br/"&gt;prazer inenarrável&lt;/a&gt;. É o site de Leandro Dionísio dos Santos Moraes, nascido na Cidade de Deus, o artista que é um bonde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o funk é poesia pura, a coisa mais linda do mundo, não é mesmo, Tom Zé? Veja se você concorda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CEVu6jniK3Q&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CEVu6jniK3Q&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada doido com a sua mania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, por exemplo, só quero é ser feliz, andar tranqüilamente na favela onde eu na(i)sci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/MXU4Ph9zZWQ&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/MXU4Ph9zZWQ&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso é porque ainda sou calouro na universidade do funk. Se São Paulo me devia (e me deu) um edredon, o Rio ainda me deve um baile funk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haja &lt;a href="http://youtube.com/watch?v=6f7O_JV0lYs&amp;amp;feature=related"&gt;créu&lt;/a&gt;. Haja &lt;a href="http://youtube.com/watch?v=lJrIYjcTqdU&amp;amp;feature=related"&gt;cerol&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8333923799803423493-5480210850110578733?l=pedanoticia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/5480210850110578733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8333923799803423493&amp;postID=5480210850110578733' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/5480210850110578733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/5480210850110578733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/2008/03/um-tapinha-no-di.html' title='Um tapinha não dói'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ltDwICt96Zg/R_edJuhi_uI/AAAAAAAAAKk/gjynQfsifj8/s72-c/Funk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493.post-3886625672166958415</id><published>2008-03-18T02:09:00.011-03:00</published><updated>2008-03-23T19:25:15.971-03:00</updated><title type='text'>Quando a saudade aperta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;De tudo ao meu amor serei atento antes. Mas depois... Ah, depois é cada um com a sua dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor de todo esse mundo, pra mim, é algo que, ao menos nos últimos dias, se aproxima do desconforto de ter elásticos entre os dentes e apertar o aparelho ortodôntico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O juiz federal e autor de livros de "auto-ajuda" sobre concursos públicos &lt;a href="http://www.williamdouglas.com.br/"&gt;William Douglas&lt;/a&gt; compara os sacrifícios para passar nos exames aos aparelhos ortodônticos. Diz ele: "Lembro-me da máxima que criei sobre concursos: 'a dor é temporária, o cargo é para sempre.' Aplicada aos aparelhos ortodônticos, 'a dor é temporária, o sorriso é para sempre'."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, sim, seguindo a máxima de que &lt;a href="http://30eonovo20.blogspot.com/"&gt;30 é o novo 20&lt;/a&gt;, tão difundida por Cíntia e sua comparsa Melissa, me aproximo da mudança de década com um sorriso que não reconheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, me roubaram mais que meu sorriso recentemente. Muito recentemente. Eu diria, com chance de erro, que parece que foi ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a dor que me lembra a cada instante que tenho dentes (e que eles precisam mudar de lugar) não supera a dor sorrateira do silêncio do outro lado da linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há o que dizer? Como é possível? Se antes, com tal zelo, havia tanto a ser dito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro lado da linha é o outro lado do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inútil paisagem. Um dia frio. Longa é a tarde. Águas de março _e, apesar do calor, o inverno no Leblon é quase glacial. Nem sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que adianta ouvir que escrevo bem, se não me faço entender? Às vezes, eu queria que a vida fosse escrita. E, no mundo da TV, me afasto mais um pouco da palavra escrita. "Ai, que absurdo!", diria a Narcisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha ansiedade ainda me mata. Sou tão ansioso que sinto saudade até do que ainda nem aconteceu. Saudade do porvir. Hahaha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou tão ansioso que me atropelo. Não tenho pânico nem nada, mas sou relativamente bastante afobado. Sobretudo quando meus olhos brilham diante de algo que admiro, quero, amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é com o jornalismo. Assim é com a palavra bem empregada. E assim é com o verso certo, no momento certo, na trilha sonora perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pesquisa da University of Southern Califórnia, nos Estados Unidos, mostra que a ansiedade pode aumentar o risco de uma pessoa desenvolver doenças cardíacas em até 40%. Mas o que fazer quando são justamente os males do coração os causadores da ansiedade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já um estudo da USP de Ribeirão Preto concluiu, em 2006, que os ajustes em aparelhos ortodônticos fixos ativam estruturas do cérebro relacionadas à dor. Na prática, quando o aparelho é apertado pelo dentista, células nervosas que captam sinais de dor são ativadas e funcionam mais intensamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar dos dias, no entanto, ocorre o inverso: segundo a pesquisa, aumenta a participação dos neurônios responsáveis por reduzir ou filtrar a dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso leva a crer que um aparelho bem apertado faz todas as dores doerem mais no início. Tecnicamente o aparelho poderia até, talvez, potencializar uma dor de amor. Mas, com o tempo, tem o curioso poder de deixar o sujeito mais durão. Tomara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja essa a explicação científica _ou a desculpa de que eu precisava_ para entender por que ando tão insuportavelmente chato nos últimos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Pausa para reflexão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, meu Deus, permita que eu possa mastigar todas as dores _apesar do aparelho apertado. Que eu possa digerir cada suspiro como se fosse o doce que derrete na boca. Que eu possa ser menos intenso e menos melancólico. Menos chato. Menos eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso, claro, com um belo sorriso no rosto, sem dentes (nem amores) separados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8333923799803423493-3886625672166958415?l=pedanoticia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/3886625672166958415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8333923799803423493&amp;postID=3886625672166958415' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/3886625672166958415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/3886625672166958415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/2008/03/quando-saudade-aperta.html' title='Quando a saudade aperta'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493.post-3387846006636346687</id><published>2008-02-25T01:55:00.008-03:00</published><updated>2008-02-28T23:33:44.515-03:00</updated><title type='text'>Hã???</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Oscar me surpreendeu. E olha que nem foi porque os atores americanos não tiveram vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não se deu conta, os atores premiados são todos importados: Tilda Swinton é britânica, Marion Cotillard, francesa, Javier Bardem, espanhol das ilhas Canárias, e Daniel Day-Lewis, londrino com nacionalidade britânica e irlandesa (fez até uma cômica reverência no palco para sua "Rainha", a também britânica Helen Mirren).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, mas nem foi por nada disso que me surpreendi. Foi por causa da música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CoSL_qayMCc"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CoSL_qayMCc" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Falling Slowly", premiada com o Oscar, tem um significado especial pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que fiquei embasbacado ao ver o reconhecimento, digamos, mundial, de algo que eu julgava tão secretamente meu. E, por mais que eu não consiga traduzir tudo que passa agora pela minha cabeça, não dá pra negar a intensidade da coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me apaixonei por essa música em um momento bem conturbado, de grandes decisões não tomadas. E a descobri por causa da &lt;a href="http://www.alanis.com/"&gt;Alanis&lt;/a&gt;, que colocou a despretensiosa canção em seu site, meio que fazendo clima de mistério, sem dizer de quem eram as vozes e identificando a música apenas como "Once". Curioso que sou, vasculhei a internet e nem assim encontrei a resposta. Na verdade, era apenas o nome do filme que tinha essa música na trilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, cantada pela tcheca Markéta Irglová e pelo irlandês Glen Hansard, que também são os atores do &lt;a href="http://www.foxsearchlight.com/once/"&gt;filme&lt;/a&gt;, a música já tinha virado até toque de celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A publicidade do filme pergunta "Com que freqüência você encontra a pessoa certa?" e responde com o título: "Once".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Hã??? Uma vez?... Será?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente tem sempre uma escolha nas mãos. A gente pode sempre escolher. E deixar tudo como está pode ser a mais dura das escolhas. Sobretudo quando a decisão não é sua, e o veredito de ficar bem longe de você parte exatamente de quem você ama ou amou (ou talvez nem exista tempo verbal pra materializar essa mistura de sentimento engasgado, quase um pretérito-presente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jeito é acreditar que, talvez, seja apenas uma fase e que, como seguramente sonham os atores americanos, sua estrela logo vai voltar a brilhar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8333923799803423493-3387846006636346687?l=pedanoticia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/3387846006636346687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8333923799803423493&amp;postID=3387846006636346687' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/3387846006636346687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/3387846006636346687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/2008/02/h.html' title='Hã???'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493.post-7294437981700632993</id><published>2008-02-19T02:46:00.023-03:00</published><updated>2008-02-19T23:52:36.148-03:00</updated><title type='text'>Sinal fechado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não quero assustar ninguém, mas quase morri ontem. E eu só estava em meus afazeres diários. Tudo por causa de um sinal. Sim, sinal mesmo _nada de farol, Paulicéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mania que a gente tem de entrar em carro de desconhecidos todos os dias. Esse hábito estranhíssimo de entregar a vida a um cidadão que você nunca viu. Não, não se trata de pegar carona com estranhos, é pior: ainda é considerado chique pagar por isso. Um conforto chamado táxi. E todo mundo viu a história da &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u332907.shtml"&gt;Maria Luísa Rodenbeck&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase morri porque o sinal fechou. E parece que o motorista não viu. Teve um outro engraçadinho, do outro lado, que também não viu. Esses cruzamentos malucos de onde vêm carros de três, quatro lados diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz a Adriana Calcanhotto: cariocas não gostam de sinal fechado. Mas o pior é que nos últimos dias os sinais estão rondando a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito antes de ontem, passei a semana cantarolando "&lt;a href="http://vagalume.uol.com.br/maria-bethania/sinal-fechado.html"&gt;Sinal Fechado&lt;/a&gt;", do Paulinho da Viola. A versão inigualável é a da &lt;a href="http://www.mariabethania.com.br/discos/discos.asp?txt=75_chico"&gt;Bethânia e do Chico&lt;/a&gt;, mas vale &lt;a href="http://youtube.com/watch?v=tg5Cd63MJ5A"&gt;Elis&lt;/a&gt;, vale o próprio &lt;a href="http://www.paulinhodaviola.com.br/portugues/radio/player.asp?audio=sinal_fechado.ram"&gt;Paulinho&lt;/a&gt;. Ouvi a música a semana inteirinha. No mínimo curioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei me lembrando do disco do Chico de 1974 que leva esse nome, justamente aquele em que ele, perseguido pela censura, gravou músicas de outros compositores. Do disco todo, só uma música é dele mesmo, "Acorda amor", assinada com o pseudônimo de Julinho da Adelaide. Esperto, aproveitou o título da música do Paulinho para batizar o disco e mandar um recado à ditadura.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168588115629655426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ltDwICt96Zg/R7qDgb5pRYI/AAAAAAAAAKA/nEONPFeKqME/s400/chico.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Estou nostálgico. E "Sinal Fechado" fala justamente de reencontro, né, um tipo de reencontro intenso, mas que te deixa sem saber o que dizer. Não há como fazer estatística, mas minha vida tem se resumido a isso. Olá, como vai? Eu vou indo, e você, tudo bem? E por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais engraçado ainda é que ontem foi a estréia da minissérie &lt;a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM790009-7822-CLIP+DE+QUERIDOS+AMIGOS,00.html"&gt;Queridos Amigos&lt;/a&gt;, da Maria Adelaide Amaral. Texto delicado, sensível, interpretação bastante feliz de grandes atores. De BH, minha mãe me disse ao telefone que se identificava profundamente com aquilo tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema é justamente o &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL300750-7084,00-INSPIRADA+EM+FATOS+REAIS+QUERIDOS+AMIGOS+ESTREIA+NESTA+SEGUNDA.html"&gt;reencontro&lt;/a&gt; de grandes amigos e amores que de um certo modo ficaram pra trás, mas que se mantiveram incrivelmente presentes ao mesmo tempo. Me emocionei, mas eu nem sou parâmetro, sou manteiga derretida mesmo. Ah, e fala também sobre essa coisa de ver a morte de perto. Na trilha sonora da minissérie, quem diria, "Sinal Fechado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, a mesma música vencedora do V Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record. Novembro de 1969, Paulinho da Viola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/w9JWuQPeaW0&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x234900&amp;amp;color2=0x4e9e00&amp;amp;border=0"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/w9JWuQPeaW0&amp;rel=0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;border=0" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu tinha algo mais a dizer. Mas me foge a lembrança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168588721220044178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ltDwICt96Zg/R7qEDr5pRZI/AAAAAAAAAKI/zAocL3FBf4k/s400/sinal_fechado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8333923799803423493-7294437981700632993?l=pedanoticia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/7294437981700632993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8333923799803423493&amp;postID=7294437981700632993' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/7294437981700632993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/7294437981700632993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/2008/02/sinal-fechado.html' title='Sinal fechado'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ltDwICt96Zg/R7qDgb5pRYI/AAAAAAAAAKA/nEONPFeKqME/s72-c/chico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493.post-2672739329167386251</id><published>2008-02-09T17:35:00.000-02:00</published><updated>2008-02-11T03:02:53.483-02:00</updated><title type='text'>Lula poderia guardar algo mais no banco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Novato no mundo da TV, sigo completamente embasbacado com os milagres da ilha de edição. Minha mais recente descoberta é o chamado "Banco de S". Sim, a letra S, aquela que vem após o P, Q, R e logo antes do T.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estou sendo filmado e digo que "As menina chegaram", nem tudo está perdido. A tecnologia permite recortar o S do artigo "as" e colá-lo no final da palavra "menina", de forma que, no fim de tudo, quase milagrosamente, posso aparecer no vídeo afirmando que "As meninas chegaram". Fica perfeito. E isso sem nenhum esforço fonético nem intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Café com o Presidente. Pronunciamentos em cadeia nacional. Não importa. Lula, se quisesse, poderia falar ao povo com muito menos erros de português. Graças ao Banco de S, que arquiva "esses" para qualquer eventualidade. Todo mundo sabe: quem guarda tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso das reportagens de TV, corrigir a fala do presidente seria alterar a realidade e, portanto, um desrespeito aos princípios básicos do jornalismo. Seria como, em um jornal, alterar uma foto com Photoshop para melhorar a imagem ou esconder um problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da comunicação oficial, não se poderia falar propriamente em dilema ético, creio eu. Mas me parece interessante saber que se trata de uma decisão política do presidente levar ao ar todos os seus erros de português, mesmo existindo recursos para corrigir boa parte deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, quero dizer que, pelo bem da lingüística, não me parece correto desmerecer ninguém por sua forma de falar. Ou seja, este não é um texto de deboche aos erros de português do presidente Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa linha, cito a queridíssima professora de português Thaís Nicoleti, com quem tive o prazer de conviver e aprender nos tempos de repórter da Folha: "Todos sabem falar a sua própria língua. Não se pode usar a fragilidade da educação formal de uma pessoa para atacá-la".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia Thaís até lembrou em seu podcast na Folha Online um curioso episódio protagonizado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que cometeu um erro de português exatamente quando ironizava os erros de português de Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FHC disse que queria "brasileiros &lt;strong&gt;melhor&lt;/strong&gt; educados, e não brasileiros liderados por gente que despreza a educação, a começar pela própria". Só que o correto, pela norma culta, ensinou a Thaís, era ter dito "brasileiros &lt;strong&gt;mais bem&lt;/strong&gt; educados". Tudo bem que a frase não chega a machucar os ouvidos, mas, rigorosamente, o certo é usar "mais bem" antes de particípio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de hoje que o preconceito reina no Brasil. E não é de hoje também que quem critica os outros acaba escorregando logo em seguida. Se existe uma certeza na vida é que todo mundo erra. Agora, não há erro maior que chamar de erro o que não passa de variedade lingüística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, os sotaques cearense, pernambucano, baiano e mineiro, entre tantos outros, são desprezados e diminuídos sobretudo pelos cariocas (que são, em si mesmos, bancos de esses ambulantes) e pelos paulistanos ("Meu, cê não tem noção"), que juram de pés juntos que não têm sotaque nenhum!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que sou um fã incondicional dos sotaques _inclusive do carioca e do paulistano_, coleciono expressões regionais e me divirto bastante com isso. Mineiros dizem "aqui", como paulistanos dizem "então" e os cariocas dizem "olha só". E &lt;a href="http://www.bozzetto.com/flash/differenza.htm"&gt;a vida segue&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais importante é prestar atenção ao que se diz. Um vereador do município de General Salgado, no Estado de São Paulo, por exemplo, teve o mandato cassado por quebra de decoro porque chamou um outro vereador de "Clodovil". O que será que ele queria dizer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que o que vale é a essência: o conteúdo do discurso, as verdadeiras intenções, as reais convicções políticas, o amor sincero, o motivo do crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, na nossa brasileiríssima superficialidade, afogados em preconceito de todos os tipos, inclusive o lingüístico, quase sempre nos esquecemos desse detalhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por esse motivo sigamos elegendo duas classes de políticos: idiotas que falam bonito e gente, que, com ou sem erros gramaticais, só diz idiotices.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8333923799803423493-2672739329167386251?l=pedanoticia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/2672739329167386251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8333923799803423493&amp;postID=2672739329167386251' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/2672739329167386251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/2672739329167386251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/2008/02/lula-poderia-guardar-algo-mais-no-banco.html' title='Lula poderia guardar algo mais no banco'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493.post-1313904284816982001</id><published>2008-01-25T10:19:00.000-02:00</published><updated>2008-01-25T15:15:48.195-02:00</updated><title type='text'>Ai de ti, Ibirapuera</title><content type='html'>O caminho para São Paulo é apagar todas as estrelas do céu e acendê-las de novo no chão. Foi assim que tentei explicar, quando me mudei pra São Paulo, a falta que eu sentia das estrelas, de tantas coisas, e o encantamento com a nova cidade e suas luzes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou mineiro de nascimento. Mas o Aurélio e o Houaiss dizem que paulistano é aquele que nasce ou vive em São Paulo. Isso tecnicamente faz de mim um ex-paulistano. Só que eu não me convenço de que perdi o título. Gosto dele. Não que eu quisesse seguir em São Paulo agora, escolhi sair: primeiro, para Buenos Aires e, depois, para o Rio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pesquisa do Ibope encomendada pelo Movimento Nossa São Paulo e publicada hoje revela que 55% dos paulistanos sairiam da cidade para viver em outro município, se tivessem a oportunidade. Sobre isso, duas considerações: 1) oportunidade se cria, ficar ou sair é sempre uma escolha; e 2) O amor por São Paulo é, em si mesmo, essa contradição _não existe sem ela e cresce, por causa dela, todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um carioca deixa o Rio porque não se sente seguro, porque a cidade está feia e suja, porque precisa ganhar dinheiro, porque se cansou de ser provinciano, porque a vista de sua belíssima casa na Gávea agora é a favela. Para o carioca, uma agressão à cidade é como uma facada no peito. Ele é capaz de fugir do Rio para não enxergar (e, assim, não sofrer) a decadência de sua terra abençoada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo não aceita essas desculpas bestas. São Paulo é agressiva desde o início, para o bem e para o mal. São Paulo quer um bom motivo pra ser abandonada, cobra caro por qualquer traição. São Paulo pode olhar nos seus olhos e perguntar "Qual é, mano?". São Paulo nunca te enganou, nunca escondeu os podres, nunca te disse que era um paraíso, nunca veio com essa conversinha mole de Cidade Maravilhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo sabe que é uma merda. Mas uma merda cult, uma merda que a gente ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo aceitou até que se publicassem guias com a receita: &lt;a href="http://www2.folha.uol.com.br/fuja/quem.shtml"&gt;Fuja da cidade&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma pesquisa do Ibope, a cidade aparece como "um lugar bom para se morar" na opinião de 50% dos entrevistados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, entrevistado no dia seguinte, o mesmo sujeito teria dito que, se pudesse, fugiria. E aquele lá, o que tinha certeza da fuga no primeiro dia, provavelmente titubearia no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo tem coisas que só São Paulo tem. E é preciso ter sido paulistano pra entender. É preciso ter comido muita pipoca doce cor-de-rosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo o exemplo da cidade, também me repito e me reciclo. Reedito palavras que já escrevi. Só porque hoje é aniversário de Sampa: 454 primaveras acinzentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você pensa em largar Minas, deixar a Bahia, sair de Canindé, no Ceará, e viver em São Paulo, esteja preparado para encontrar muito do novo e muito do mesmo. Todo dia haverá surpresa; todo dia haverá tédio _tudo isso ao mesmo tempo, no mesmo mergulho e no mesmo flash. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;center&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img src="http://www.woolpert-intl.com/images/maps/sao%20paulo.gif" align="bottom" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;left&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo me ensinou que sempre é possível amar de novo. São Paulo me deu um edredon, toalhas de mesa e a primeira melancia que comprei com meu dinheiro. São Paulo me deu colegas de apartamento, amigos de todos os tipos, noites sem dormir, beijos no sofá da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo me deu "Ronda" cantada por Vanzolini e me fez amar ainda mais o jornalismo. São Paulo me deu choro engasgado, ordem a ser cumprida sem choro nem vela e choro de tanto riso. Por fim, São Paulo me deu garoa fina, chuva de verão com hora marcada e tempestade que faz até desabar barraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repórter, fui cobrir um deslizamento de terra na zona leste paulistana. Encontrei um haicai em uma página de livro, bem no meio da lama e do que sobrou da casa de um pintor que perdeu dois filhos e outros cinco parentes. Foram todos soterrados após uma forte chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que cheiro cheiroso de terra molhada quando a chuva chuvisca." Era o haicai, e o sol estava no alto do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um hotel luxuoso no bairro dos Jardins, na mesma São Paulo, conheci um pianista de 76 anos que me disse que só tinha descoberto sua verdadeira vocação havia dez anos. Era compor e tocar canções de todo tipo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava parado na porta do bar do hotel, cansado em um final de dia, quando ele me perguntou se eu tocava algum instrumento musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse que não, mas que ainda haveria de aprender. Ele sorriu e contou sua história. Quando jovem, falou, queria ser escritor. "Mas nunca fui bom com as palavras, descobri que minha linguagem é a música." E tocou "Gente humilde" no piano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na saída, depois de cerca de meia hora de conversa, perguntei como ele se chamava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tchaikovski", respondeu ele, numa gargalhada. Satisfeito com a resposta, peguei meu rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;center&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;img src="http://www.sampa.art.br/SAOPAULO/ci_copam249tu.jpg" align="bottom" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;left&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo é isso tudo, haicai triste em dia de sol, canção triste em tarde feliz, sorriso largo e sorriso tenso. É pressa, mais do que tudo, mais do que todos, toda hora, não importa o destino, o caminho, o motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrasado para o cinema, atrasado para o trabalho, atrasado para o próprio atraso, planejado na agenda, o paulistano precisa viver o dia de hoje e só ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo, ir embora é tão duro quanto chegar. A mente apavora até o que já ficou mesmo velho. De novo, alguma coisa acontece, e a surpresa que Caetano canta se repete na saída. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fica é um sentimento misturado, mesclado, saudade de cão sem dono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha alma canta, vejo a capital paulista. Cheia de encantos mil, coração do meu Brasil. Sou cego de tanto vê-la, de tanto tê-la estrela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é cego. São Paulo, gosto de você. E gosto de quem gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só a ti, Anhangabaú, eu hei de amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai de ti, Ibirapuera! Dentro de mais um minuto estaremos em Guarulhos. E aí vamos levar uma vida inteira, de táxi, até o endereço final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ckLfUBsCmYs&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ckLfUBsCmYs&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8333923799803423493-1313904284816982001?l=pedanoticia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/1313904284816982001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8333923799803423493&amp;postID=1313904284816982001' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/1313904284816982001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/1313904284816982001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/2008/01/ai-de-ti-ibirapuera.html' title='Ai de ti, Ibirapuera'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493.post-7217318829634016247</id><published>2008-01-18T13:31:00.002-02:00</published><updated>2008-02-18T00:38:29.418-03:00</updated><title type='text'>A pessoa mais gorda do mundo</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="styleDocument: [object]" align="justify"&gt;Praia de Ipanema, sol de finzinho de tarde, caindo ali ao lado dos Dois Irmãos. E uma moça, gordinha, lamenta no melhor do gauchês:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ooooolha, até sei que eu tô gorda, né... Mas aqui no Rio tu te sentes a pessoa mais gorda da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que passeava pelo calçadão, escutei o lamento por acaso: era uma conversa entre duas amigas. Claro que dei aquela conferida na circunferência da moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, era uma moça gordinha, além de gauchíssima. Mas, não, não era a mais gorda da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio faz isso com as pessoas. A gente quase sempre se sente a pessoa mais gorda da cidade (ou até do mundo). São corpos tão malhados e sarados que até o sujeito que se julgava ótimo pode voltar pra casa deprimido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase da gaúcha me fez lembrar de uma pesquisa do Ministério da Saúde _feita por telefone, vale ressaltar_ que revela que o Rio, embora não pareça, é justamente a capital brasileira com a maior porcentagem de mulheres com quilinhos a mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, é óbvio que toda essa gente flácida nunca está na praia quando você está. E muito menos ainda quando está a gaúcha. Não foi à toa que a pobrezinha quase infartou, quase morreu de desgosto. Bah. E, como a capital com mais homens acima do peso é exatamente Porto Alegre, é muito provável que, em casa, ela não tivesse nenhuma chateação pela bagagem extra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que os olhos não vêem o coração não sente. A gordurinha pode estar fantástica escondida no pretinho básico, e ficar incomodada se for preciso expor a figura nas areias cariocas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="styleDocument: [object]" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="styleDocument: [object]" align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168159117116261746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ltDwICt96Zg/R7j9Vb5pRXI/AAAAAAAAAJ4/6QyHn8Omn64/s400/Quem_nao_se_mexe_engorda.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem que o problema também pode estar nos olhos, que, viciados, só enxergam o que destrói a auto-estima. É preciso considerar que a imagem que a gaúcha vê no espelho todos os dias pode não ser a dela! Segundo um estudo da Brock University, do Canadá, uma em cada três pessoas com peso adequado à sua altura tem uma imagem deturpada de si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ponto, a existência do espelho e dos demais saradíssimos mortais é fundamental para não perder a linha e terminar, de fato, como a pessoa mais gorda da cidade ou do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, de qualquer maneira, é reconfortante saber que o caminho &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_the_heaviest_people"&gt;até lá&lt;/a&gt; é longo. O mais pesadinho de todos os tempos, pelo menos de acordo com o Guinness Book, foi o americano &lt;a style="styleDocument: [object]" href="http://www.dimensionsmagazine.com/dimtext/kjn/people/heaviest.htm"&gt;Jon Brower Minnoch&lt;/a&gt;, que teria atingido os nada invejáveis 635 quilos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as meninas, temos como horizonte &lt;a href="http://www.dimensionsmagazine.com/dimtext/kjn/people/heaviest.htm"&gt;Carol Yager&lt;/a&gt; e seus 544 quilinhos comprovados _mas que pode ter chegado aos 727 quilos, segundo a revista Dimensions. Rosalie Bradford também parece ter chegado aos 544 quilos, mas é lembrada sobretudo por ser a campeã da perda de peso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ltDwICt96Zg/R5P9qJHKDzI/AAAAAAAAAJw/ZLWw9xRQmyk/s1600-h/syager.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157744898711621426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ltDwICt96Zg/R5P9qJHKDzI/AAAAAAAAAJw/ZLWw9xRQmyk/s400/syager.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Carol Yager, que pode ter atingido os 727 quilos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Bem longe de Carol e Rosalie, na pesquisa canadense, nada menos que 31% das mulheres que estavam no peso ideal se disseram gordas! E isso no Canadá. Se fosse no Rio, incluindo os turistas e as turistas gaúchas, esse número talvez subisse bastante. É que o problema aqui na Cidade Maravilhosa não é propriamente o espelho, é o vizinho.&lt;/p&gt;E contra a barriga sarada do vizinho não há argumentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8333923799803423493-7217318829634016247?l=pedanoticia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/7217318829634016247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8333923799803423493&amp;postID=7217318829634016247' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/7217318829634016247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/7217318829634016247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/2008/01/pessoa-mais-gorda-do-mundo.html' title='A pessoa mais gorda do mundo'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ltDwICt96Zg/R7j9Vb5pRXI/AAAAAAAAAJ4/6QyHn8Omn64/s72-c/Quem_nao_se_mexe_engorda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8333923799803423493.post-7471216977633769448</id><published>2008-01-08T13:58:00.000-02:00</published><updated>2008-01-17T12:17:52.091-02:00</updated><title type='text'>Lula e o piriri gangorra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Piriri&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;gangorra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. É assim que se chama, na minha terra, quando o cidadão não tem alternativa além de passar o dia inteiro indo e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;voltan&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ltDwICt96Zg/R4qI_5HKDsI/AAAAAAAAAIM/GmkLZ1oqTkw/s1600-h/aeroporto.jpg"&gt;&lt;/a&gt;do de um certo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;cômodo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; da casa. É quando o que deveria ser sólido se anuncia líquido - e, pior, se anuncia várias vezes em um curto intervalo de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois outros conceitos precisam ser introduzidos para complementar a combinação bombástica que se traduz em drama e permite que este texto faça sentido. São elementos, por si só, inconciliáveis: as festas de fim de ano e o caos aéreo. Juntos, produzem filas intermináveis, justamente quando o sujeito mais anseia retornar ao convívio dos seus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, graças às festas de fim de ano e aos tradicionais abusos de comidas e bebidas aos quais o sistema digestivo não está acostumado, terminei passando bem mais tempo do que gostaria em visitas a quase todos os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;toilettes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do aeroporto do Galeão. Como já era previsto, um imprevisto aconteceu e meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;vôo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; não só se atrasou como surgiu no painel do aeroporto como um evento duvidoso e incerto, sem previsão de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;decolagem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, claro, eu não estava só. Tinha comigo a agradável companhia de um velho conhecido que eu não via há séculos: um legítimo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;piriri&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;gangorra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas graças a ele, descobri algo interessantíssimo. Havia um padrão que se repetia em todos os banheiros. Nas portas dos reservados, do lado de dentro, ali mesmo onde o pessoal de pouca educação deixa inscrições rupestres sobre práticas sexuais e palavrões de todos os tipos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado de dentro da porta de inúmeros reservados, encontrei a mesma mensagem: "FORA, LULA!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que, no início, me preocupei mais com o inconveniente escatológico que com a inscrição política, mas, como o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;piriri&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;gangorra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, e as idas ao banheiro eram constantes, o instinto jornalístico falou mais alto, e a curiosidade, claro, venceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorri diferentes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;toilettes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e vários reservados. Letras diferentes, com palavras escritas em cores distintas. Esferográficas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;canetinhas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;pilot&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, lápis... "FORA, LULA", em uníssono. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;                                                                     Foto: Gabriel Borges&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155542783079616242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ltDwICt96Zg/R4wq2JHKDvI/AAAAAAAAAI0/hJZSYZ2Ft6E/s400/aeroporto.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Fui tomado por uma forte emoção. E, não, não foi o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;piriri&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Foi uma súbita consciência do desespero alheio.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um cidadão que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;picha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; "FORA, LULA" no reservado de um banheiro do aeroporto precisa estar ali há horas. O sujeito não aproveita um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;minutinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; no banheiro do aeroporto pra fazer isso. Ao contrário, é preciso muita raiva acumulada! Raiva de quem foi se irritando com a inércia total e absoluta. Raiva de quem ficou tanto tempo no aeroporto que deu até vontade de fazer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;cocô&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Raiva de quem foi se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;enfezando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; aos poucos. Bom, e é daí mesmo que vem a palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sujeito que nada mais tem a fazer, que já gritou, já berrou, já chorou, já deu entrevista aos jornalistas, já reclamou a quem de direito e a quem quer que fosse. O sujeito está literalmente na merda e, ainda cheio de indignação. É aí que ele se lembra de que tem uma última arma: a caneta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No banheiro, depois das necessidades, ele reluta. É um pai de família, trabalhador, homem de bem. Não faz esse tipo de coisa desde o ginásio. Mas é tomado por um ímpeto irresistível, pega a caneta e escreve na parede: "FORA, LULA". O protesto fica no reservado, atrás da porta, e o sujeito, bem ou mal, sai do banheiro aliviado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho visitado banheiros em todo e qualquer aeroporto por onde passo _a coisa se tornou um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;hobby&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; macabro. E o resultado da investigação é este: encontrei pelo menos um "FORA, LULA" em todos os banheiros de aeroportos que visitei até agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando o quanto isso pode revelar da alma do brasileiro _da indignação comum, diária, vivida por todos, mas sentida sempre de forma solitária, já que parece dar muito trabalho fazer piquete. Quanto a maneira de protestar pode dizer de um povo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, sugiro aos assessores do Presidente da República que percorram logo a via &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;crucis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; dos banheiros aeroportuários. E que levem esponja e bastante detergente. Alguém precisa cuidar disso, conter as massas. Não acredito em revolução, mas me parece que o brasileiro anda pensando demais no governo na hora de fazer o número dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma voz rouca dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;toilettes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. E ela brada insultos contra o Planalto.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8333923799803423493-7471216977633769448?l=pedanoticia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pedanoticia.blogspot.com/feeds/7471216977633769448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8333923799803423493&amp;postID=7471216977633769448' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/7471216977633769448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8333923799803423493/posts/default/7471216977633769448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pedanoticia.blogspot.com/2008/01/lula-e-o-piriri-gangorra.html' title='Lula e o piriri gangorra'/><author><name>Bruno Lima,</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13613073307690984546</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_ltDwICt96Zg/R-CLsMQ_NZI/AAAAAAAAAKc/x1cFWg47P1Y/S220/bruno.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ltDwICt96Zg/R4wq2JHKDvI/AAAAAAAAAI0/hJZSYZ2Ft6E/s72-c/aeroporto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
